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Publicado por SeuGado.com Gado

Produtores do RS pedem leilões de arroz

Grãos 31/01 07:01

Objetivo é reduzir a oferta interna e a pressão sobre os preços às vésperas da colheita

 

Representantes dos produtores de arroz do Rio Grande do Sul pediram nesta terça, 30 de janeiro, ao secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Neri Geller, a realização de leilões de PEP e PEPRO para escoar o excedente da produção do cereal no estado, reduzir os estoques e garantir ao produtor a recuperação do preço da saca de 50 quilos.

 

De acordo com o presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (FARSUL), Gedeão Silveira, os estoques de passagem no estado já ultrapassam 1,2 milhão de toneladas e o excesso de arroz no mercado tem reduzido os preços e levado os orizicultores gaúchos a abandonar a atividade.

 

“Estamos iniciando uma nova safra e a colheita ainda está por vir. Precisamos enxugar o mercado interno e retirar o excedente do grão para salvar as lavouras do estado, que é responsável por mais de 60% da produção nacional”, disse Gedeão.

 

Segundo o secretário Neri Geller, já existe uma portaria, publicada em 29 de dezembro de 2017, que disponibiliza R$ 100 milhões para a compra de arroz, por meio de leilões públicos.

 

“Ainda não definimos uma quantidade da aquisição do arroz, mas pode variar de 1 milhão a 1,3 milhão de toneladas. Nosso objetivo é dar ao produtor segurança no início da colheita, para que venda seu produto e honre seus compromissos”.

 

Outro ponto levantado na reunião foi a realização de contratos de Aquisição do Governo Federal (AGF). “Nós estamos discutindo a possibilidade de contemplar aquele produtor que tem mais dificuldade para entrar no leilão”, destacou Neri.

 

Para o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, a crise no setor tem reduzido a renda do produtor. “A saca de 50 quilos de arroz em casca está sendo vendida por R$ 35,85 e os custos de produção estão entre R$ 43,00 e 47,00 por saca, ou seja, não é suficiente para cobrir nem os custos”.

 

Ainda de acordo com Henrique, o subsídio anunciado pelo Governo será suficiente, mas alguns produtores ainda terão que reduzir a área plantada e se adaptar ao novo mercado.

 

Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO
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