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Publicado por SeuGado.com Gado

Ibama investiga frigorí­ficos do TO por compra de gado de áreas desmatadas

22/03/2017 10:15

Empresa de Paraí­so do Tocantins foi autuada, nesta terça-feira. Ação não está ligada í  Operação 'Carne Fraca' da Polí­cia Federal. O frigorí­fico Plena Alimentos, localizado em Paraí­so do Tocantins, região central do estado, foi autuado pelo Ibama nesta terça-feira (21) por compra de gado de áreas embargadas por desmatamento ilegal. A informação é do chefe substituto da Divisão Técnica do instituto, Sandoval Santos. Essa fiscalização não tem relação com a operação Carne Fraca, da Polí­cia Federal. Outros dois frigorí­ficos são investigados, um em Palmas e outro em Gurupi, porém os nomes não foram divulgados. A operação no Tocantins é chamada de 'Carne Fria'. Santos explicou que os frigorí­ficos teriam comprado gado de áreas do Pará que estão irregulares. "Primeiro estas áreas foram embargadas por desmatamento. Elas deveriam se regularizar, o que não aconteceu. Depois, foram mais uma vez notificadas por descumprir o primeiro embargo". Assim que autuadas, as empresas têm 20 dias para apresentar defesa. Os estabelecimentos que compram ou transportam produtos de áreas embargadas ficam sujeitos í s penalidades previstas no decreto 6.514. Neste caso, a multa é de R$ 500 por unidade de produto, ou por gado. No caso dos frigorí­ficos do Tocantins, o Ibama não informou se eles foram multados. O Ibama ressaltou que a ação não está ligada í  operação Carne Fraca da Polí­cia Federal deflagrada na última sexta-feira (17), que desmontou um esquema de funcionários do Ministério da Agricultura que teriam recebido propina para liberar carne para venda sem passar pela devida fiscalização. O objetivo, segundo o instituto, é fiscalizar fazendas e empresas que compraram gado de áreas que foram desmatadas ilegalmente. A operação é realizada em parceria com o Ministério Público Federal, no Pará. Outro lado O gerente do frigorí­fico de Paraí­so do Tocantins disse que não foi autuado, mas somente notificado para apresentar documentação. Segundo João Elí­sio Beltrão Molento, a empresa compra carne de 15 pecuaristas, sendo que muitos têm múltiplas propriedades. "De cinco mil compras, seis acusaram ser de áreas embargada. Tem pecuaristas que tem várias fazendas, pode ser que outra propriedade esteja embargada, mas não as que compramos. Nós já reunimos toda a documentação e estamos embasados para apresentar defesa", explicou. Fonte: G1
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