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Publicado por SeuGado.com Gado

Maior descarte de fêmeas impulsionou abates

Carnes e Frigoríficos 23/03/2018 07:03

Terminação de vacas e novilhas cresceu 9% no ano, segundo a analista Lygia Pimentel

 

O maior descarte de fêmeas impulsionou o abate de bovinos no País em 2017 e levou ao primeiro crescimento do volume em três anos. A diversificação do mercado externo de carne bovina, com a reabertura de plantas frigoríficas ao longo do ano, também sustentou o aumento, assim como a queda dos preços da arroba, após a deflagração da Operação Carne Fraca, que não chegou, porém, a afetar significativamente as exportações do setor.

 

Em 2017, o Brasil abateu 30,83 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de inspeção sanitária, o equivalente a um aumento de 3,8% em relação a 2016, ou 1,13 milhão de cabeças a mais, segundo a Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, divulgada nesta quarta-feira, 21, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

 

Na bovinocultura, pecuaristas enviaram um número maior de fêmeas para a linha de abate, depois que o preço do bezerro ficou menos atrativo. A analista da Agrifatto Lygia Pimentel aponta que apenas o abate de vacas e novilhas cresceu 9% no ano. Ela lembra também que a margem bruta dos frigoríficos melhorou consideravelmente, com a queda do preço da arroba do boi gordo, logo após a Operação Carne Fraca, em março do ano passado.

 

O analista da Scot Consultoria Hyberville Neto confirma que a reabertura de novas plantas frigoríficas também colaborou com o movimento. A investigação da Polícia Federal, com forte impacto sobre a cadeia produtiva bovina, além da crise da JBS no mesmo período, estimulou a diversificação no mercado frigorífico de bois, com destaque para Mato Grosso, onde unidades que estavam paradas foram reabertas no ano passado por outras empresas do setor, o que também contribuiu para o aumento da produção.


Hyberville acredita que o ritmo dos abates de bovinos deve se manter forte neste primeiro trimestre de 2018. Além da maior oferta de animais, ele aponta que o consumo doméstico mostra aos poucos sinais de melhoras, o que deve estimular a produção. Para Pimentel, a tendência para o fechamento de 2018 é de um volume de abate em linha com 2017.

Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO
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