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Publicado por SeuGado.com Gado

PIB mostra que agropecuária caiu 6,6% em 2016

Editado 23/03/2017 17:51

Essa sequência, de dois anos seguidos de baixa, só foi verificada no Brasil em 1930 e 1931; ritmo de corte em 2015 e 2016 foi o maior. Pela 1ª vez, todos os setores se contraí­ram. O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro caiu pelo segundo ano seguido em 2016 e confirmou a pior recessão da história do paí­s, segundo dados divulgados nesta terça-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatí­stica (IBGE). A retração foi de 3,6% em relação ao ano anterior. Em 2015, a economia já havia recuado 3,8%. Essa sequência, de dois anos seguidos de baixa, só foi verificada no Brasil nos anos de 1930 e 1931, quando os recuos foram de 2,1% e 3,3%, respectivamente. [img]http://d2vjc40pgb63dh.cloudfront.net/file/attachment/2017/03/25a19732587c002bacb15306965bced9_view.jpg[/img] Como a retração nos anos de 2015 e 2016 superou a dos anos 30, essa é a pior crise já registrada na economia brasileira. O IBGE e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) dispõem de dados sobre o PIB desde 1901. Pela primeira vez desde 1996, todos os setores da economia registraram taxas negativas. -Se a gente olhar o biênio, a retração foi de 7,2%. A gente nunca teve um biênio com uma queda acumulada destas', disse Rebeca de La Rocque Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE. A série histórica do IBGE vai até 1948. Em valores correntes, o Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB) chegou a R$ 6,266 trilhões em 2016, e o PIB per capita ficou em R$ 30.407 - uma redução de 4,4% diante de 2015. Queda generalizada A crise foi generalizada e os três setores que entram no cálculo do PIB recuaram no ano - agropecuária (-6,6%), indústria (-3,8%) e serviços (-2,7%). "Em 2014, a gente já tinha a indústria caindo, mas os serviços continuavam crescendo. Em 2015, caí­ram a indústria e os serviços. Já em 2016, a agropecuária. Desde 1996, isso nunca ocorreu. A situação peculiar desta vez é justamente essa queda generalizada', afirmou. De acordo com a coordenadora de Contas Nacionais, a produção agrí­cola sofreu por conta das condições climáticas, que afetaram a produção dos principais produtos agrí­colas do paí­s. -Milho cana e soja pesam quase 60% no valor da produção da agricultura brasileira.' No caso do resultado da indústria, a atividade extrativa, que reúne as mineradoras, teve queda de 2,9%, ainda foi influenciada pela tragédia de Mariana, segundo Rebeca. -É um setor que a gente viu que tem sido bastante afetado por tudo que tem acontecido. Inclusive a parte fiscal é muito importante. Como, obviamente, o governo tem segurado os gastos, isso tem uma influência grande na construção. A parte pública é muito importante na infraestrutura.' Previsões A previsão do mercado financeiro era que o PIB encerraria o ano em queda de 3,5%, de acordo com o último boletim Focus que trazia as estimativas para 2016. A expectativa do Banco Central era ainda mais pessimista. O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma espécie de "prévia do PIB", indicava que a economia brasileira havia recuado 4,34% no ano passado. Em relatório publicado no iní­cio de 2017, o Fundo Monetário Internacional (FMI) indicava que o PIB de 2016 teria caí­do 3,5%. O Brasil foi o paí­s com um dos piores resultados do PIB em 2016 (veja quadro abaixo). Fonte: Revista Globo Rural
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