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Publicado por SeuGado.com Gado

Setor cafeeiro terá R$ 4,9 bilhões para financiar safra 2017/2018

05/04/2017 15:25

Total de recursos do Funcafé foi aprovado pelo Conselho Monetário Nacional, a pedido do Ministério da Agricultura O Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), gerido pelo Ministério da Agricultura (Mapa), vai liberar R$ 4,9 bilhões para as linhas de crédito de custeio, estocagem, aquisição de café e capital de giro para indústrias e cooperativas de produção na safra 2017/2018. O valor representa aumento de 5,3% sobre o total destinado na temporada 2016/2017, segundo o Departamento de Café, Cana-de-Açúcar e Agroenergia da Secretaria de Polí­tica Agrí­cola do Ministério. A liberação dos recursos foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião no dia 31 de março último, atendendo as propostas apresentadas pelo Ministério da Agricultura. Do total, R$ 1,01 bilhão se destinam ao custeio da safra pelos cafeicultores; R$ 1,86 bilhão para estocagem de café; R$ 1,06 bilhão para aquisição pela indústria e exportadores; e R$ 425,2 milhões para financiar o capital de giro de cooperativas de produção. Essas linhas tiveram acréscimo de 6,3% em relação í  safra passada. Outros R$ 500 milhões vão para o financiamento de capital de giro de indústrias de solúvel ou torrefação. Nesse caso, o montante é igual ao da temporada anterior. O CMN também aprovou a proposta de alteração do perí­odo de contratação do custeio. A partir de agora, a operação passa de outubro a julho do ano seguinte para julho a abril, ajustando assim í s necessidades dos produtores no trato das lavouras. Para capital de giro para indústrias, o prazo de contratação mudou para julho a março do ano seguinte, mais adequado aos negócios do setor. Segundo o Ministério da Agricultura, a revisão dos limites de crédito permite í s indústrias de solúvel acessar a cada safra até R$ 40 milhões. Para as indústrias de torrefação, o montante é de até R$ 5 milhões e para as cooperativas de até R$ 50 milhões. Os valores são idênticos aos da safra passada, sendo que anteriormente cada tomador poderia acessar o crédito apenas na diferença entre o saldo devedor e o limite. Neri Geller, secretário de Polí­tica Agrí­cola, diz que -os ajustes foram feitos em sintonia com as propostas do setor cafeeiro, de maneira a ajustar as operações do Funcafé í s necessidades dos produtores, cooperativas e indústrias de café, que, juntos, mantêm a força do setor da cafeicultura nacional'. Os recursos serão acessados pelos beneficiários das linhas de créditos por meio de instituições financeiras credenciadas ao Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR) e habilitadas pelo Ministério da Agricultura a aplicar e administrar os recursos do Funcafé. Os principais agentes na safra passada foram o Banco do Brasil, Bancoob, Fibra, Itaú Unibanco, Bradesco, Fibra, Santander, ABC Brasil e Cooperativa Central ES. Fonte: Revista Globo Rural
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