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Publicado por SeuGado.com Gado

MT deixará de vacinar contra aftosa em 2021

10/04/2017 14:19

Com o status de livre da doença sem vacinação, o paí­s poderá comercializar carne com novos mercados Durante o seminário internacional da Comissão Sul-Americana para a Luta Contra a Febre Aftosa (Cosalfa), realizado em Pirenópolis, em Goiás, na semana passada, foi anunciado que Mato Grosso deixará de vacinar contra a febre aftosa até 2021. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) apresentou, ainda no encontro, o plano para retirada da vacina em todo o paí­s até 2023, quando o Brasil deve conquistar do status de zona livre da aftosa sem vacinação. O diretor-técnico da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Francisco De Sales de Manzi, afirma que a retirada da vacina já e um caminho sem volta -O Mapa anunciou que até 2023 o Brasil deixa de vacinar contra a febre aftosa em todo o paí­s. Daí­ em diante começam os trabalhos técnicos que irão guiar as ações em todo o território. As discussões agora são como será a retirada e não mais se será retirada'. De acordo com Plano Estratégico para enfrentar os desafios da última etapa da erradicação da aftosa, o Mapa dividiu o paí­s em cinco blocos. Os primeiros Estados a extinguirem a vacinação serão Acre e Rondônia, em 2019. Em 2020, está prevista a retirada da vacina no Amazonas, Pará, Amapá e Roraima e também nos Estados do Nordeste, com exceção do Sergipe e da Bahia. Em 2021, encerram a imunização nos Estados do Centro Oeste e Sudeste, na Bahia, no Sergipe e no Paraná. O bloco 5, composto por Rio Grande do Sul e Santa Catarina, também extingue em 2021. Segundo Francisco Manzi, o produtor já está confiante com relação í  erradicação da doença e extinção da vacina. -Mato Grosso está há 21 anos sem registro da doença e a América do Sul está desde 2006. Chegamos ao ponto que temos a confiança, agora é preciso planejamento'. O principal ganho para a pecuária com aquisição de status livre de aftosa sem vacinação é de mercado. Alguns paí­ses, como Japão, não importam carne de paí­ses que ainda vacinam. -A aquisição desse status representa ganho de mercado e fortalecimento da nossa vigilância sanitária. Agora é preciso discutir junto com setor questões técnicas, de logí­stica e até de exportação para que o paí­s saia mais fortalecido deste processo', afirma Francisco Manzi. O diretor do Mapa, Guilherme Marques, explica que é preciso criar e manter condições sustentáveis para garantir o status do Brasil livre da febre aftosa sem vacinação. Para tanto, ressaltou, é necessário implementar uma séria de ações. Entre elas, a melhoria do sistema de segurança, com resposta mais rápida de todo serviço veterinário, diagnóstico de forma ágil e a reação do sistema com vista a debelar rapidamente eventuais focos. Para Francisco Manzi, um paí­s livre de aftosa não é aquele que vacina, mas aquele que consegue agir rápido e conter os riscos de disseminação em caso de registro da doença. Fonte: Acrimat
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