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Publicado por SeuGado.com Gado

Case apresenta trator autônomo e sem cabine no Brasil

27/04/2017 14:27

Máquina controlada í  distância é tratada como conceito e será exposta na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP) A CNH Industrial apresentou nesta quarta-feira (26/4) o modelo de trator sem cabine e operado totalmente í  distância da marca Case. Foi em um encontro com jornalistas na unidade da empresa, em Sorocaba (SP). Trazido pela primeira vez ao Brasil, o modelo será exposto na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP) depois de ter passado pela Farm Progress Show, nos Estados Unidos, e pelo Salão Internacional de Máquinas Agrí­colas (Sima), na França. Tratado pela fabricante como um conceito, o trator com motor a diesel de 380 cavalos e design futurista é -pilotado' através de um tablet. Traz tecnologias já existentes em outros modelos da marca, como a telemetria, acrescidas de sensores, radar e câmeras, aplicativo de controle remoto e sistemas de comunicação com outras máquinas e implementos. Até agora, essa integração entre equipamentos foi testada apenas com produtos da própria Case. No entanto, os executivos afirmaram que a intenção é adotar o conceito de plataforma aberta, já que máquinas de diferentes marcas se comunicam cada vez mais. A promessa é de um trator que pode trabalhar durante 24 horas se necessário, executando tarefas em todas as fases da produção. -Esse trator não é apenas um exercí­cio de estilo. Estamos mostrando uma máquina que é funcional. É como deve ser a agricultura do futuro', garantiu Mirco Romagnoli, vice-presidente da CNH Industrial, empresa do grupo Fiat í  qual pertence a Case. Na visão da companhia, tornar os equipamentos mais autônomos é um processo que envolve cinco etapas. A primeira, já superada, é a da direção, fazendo a máquina ir sozinha de um ponto a outro. A quinta seria a automatização total: um equipamento que se movimenta sozinho e gerencia o trabalho no campo sem uma supervisão externa. O trator conceito da Case estaria, segundo os executivos, no quarto estágio: faz as tarefas automaticamente, mas ainda depende de um controlador humano monitorando operações pré-programadas, mesmo de longe. Caminhos percorridos e parâmetros utilizados podem ser supervisionados e ajustados de forma remota a qualquer momento. -A autonomia total ainda está um pouco distante. Estamos trabalhando na autonomia com supervisão externa', disse o diretor de Marketing da Case IH para a América Latina, Christian Gonzalez. Os representantes da empresa informaram que o projeto do trator autônomo envolveu profissionais em várias partes do mundo, incluindo o Brasil. A participação brasileira enfatizou um eventual uso em plantações de cana-de-açúcar e em fazendas onde há frotas maiores de maquinário. -Não há paí­s onde as caracterí­sticas desse trator possam ser tão bem aproveitadas quanto o Brasil. Há grandes produtores, grandes áreas e busca por eficiência. Acredito que pode chegar aqui antes de outras regiões', afirmou Mirco Romagnoli. Projeto-piloto Não há previsão de lançamento comercial do trator autônomo. Neste ano, a empresa fará dois projetos-piloto nos Estados Unidos para testar a aceitação da tecnologia. Os sistemas de movimento e controle remoto serão adaptados em tratores que já estão no mercado norte-americano. As atividades serão na Califórnia, escolha nada aleatória já que o Estado é um importante polo de desenvolvimento tecnológico. -Vamos definir os degraus de autonomia a se implantar nos produtos. Depois desses projetos, haverá uma segunda fase que ainda não está definida. São testes para validar a tecnologia que, em algum momento, serão feitos, inclusive, no Brasil', explicou Christian Gonzalez, diretor de Marketing. Um dos principais desafios para a implantação comercial é a falta de regulamentação em muitos mercados, disse Gonzalez. Isso é importante, principalmente, para garantir a segurança no uso dos equipamentos. No Brasil, acrescentou, a legislação é -praticamente zero'. Nos Estados Unidos, há avanços, que devem servir de padrão para outros paí­ses, acredita o executivo. Outras questões a serem superadas são fazer o equipamento controlado í  distância chegar também í  agricultura de pequena escala e as consequências da adesão a esse tipo de tecnologia sobre o trabalho humano. -A existência de um trator como esse estimula essas discussões', avaliou Gonzalez. A Case não revelou quanto foi investido no projeto.Os representantes da empresa também evitaram estimar um preço para a máquina. Disseram apenas acreditar que não seria muito diferente do que se pratica atualmente. O trator autônomo foi montado sobre uma plataforma da Case em que as máquinas variam de R$ 650 mil a R$ 1 milhão, dependendo do modelo. Mercado Questionado sobre o mercado de máquinas agrí­colas no Brasil, o vice-presidente da CNH para a América Latina se disse otimista. Mirco Romagnoli lembrou que a expectativa do setor, de um modo geral, é de uma expansão de 15% a 20% em relação a 2016. No primeiro trimestre deste ano, as vendas de máquinas agrí­colas no mercado interno registraram um ritmo de crescimento bem maior que a expectativa. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veí­culos Automotores (Anfavea), foram comercializadas de janeiro a março 9.752 unidades de tratores e colheitadeiras. No intervalo de janeiro a março de 2016, a indústria registrou 6.912 equipamentos vendidos. A alta é de 41% de um ano para outro. -Depois de três anos de pouco volume de vendas, há a necessidade de mais máquinas. A disponibilidade de financiamento está boa e há tecnologias novas. O preço da soja está menor, mais ainda em ní­veis aceitáveis', analisou. Romagnoli revelou otimismo também em relação í  Agrishow. O executivo acredita que será realizada em um momento importante do ano e espera que a feira confirme a expectativa positiva do setor de máquinas agrí­colas. Fonte: Revista Globo Rural
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