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Publicado por SeuGado.com Gado

Agrishow começa com o pé direito neste 1º de maio

02/05/2017 18:22

Público lotou as bilheterias e estandes no feriado, apesar de as discussões do setor terem ficado pendentes para serem resolvidas durante a semana Teve iní­cio em Ribeirão Preto, nesta segunda-feira, 1º de maio, a 24ª edição da Agrishow. Com um público que lotou as bilheterias e os estandes por conta do feriado do dia do trabalhador, a feira, no entanto, deu seu pontapé sem muitas novidades concretas em relação í s principais preocupações do produtor. São esperadas na Agrishow 2017 mais de 150 mil pessoas até a sexta-feira, 5. Os negócios gerados devem superar os R$ 1,95 bilhão de 2016. Em seu discurso de abertura, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, frisou que está negociando com o Ministério da Fazenda juros mais baixos para o Plano Safra. -No ano passado, tivemos juros reais a 3% e, este ano, se a postura da Fazenda se mantiver, com a inflação mais baixa, estamos falando em juros reais de 5% ao ano; coisa que a agricultura e a pecuária não suportam', disse. Nos próximos dias, ele pretende anunciar as diretrizes do novo Plano Safra, que deve passar a ser plurianual. Quanto ao desenrolar da volta da cobrança do Funrural, Maggi afirmou que o Ministério não tem poder de ação sobre decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), mas que o presidente Michel Temer está cuidando pessoalmente do assunto. Na última quinta-feira, 27 de abril, Nilton Leitão, presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), apresentou a Michel Temer uma contraproposta í  contribuição que existe hoje, sugerindo que a alí­quota cobrada sobre a receita bruta da produção vendida a terceiros passe de 2,1% para 1%, podendo ser recolhida sobre a receita bruta do empregador, como acontece atualmente, ou sobre a folha de pagamento do trabalhador. -Espero que esta semana tenhamos uma decisão a respeito disso. Mas não é algo fácil porque temos situações diversas', disse Maggi. De acordo com ele, há produtores que pagaram a contribuição e não têm pendências com a Receita; produtores que não pagaram, mas recolheram judicialmente; que tinham liminar e não recolheram; e também que não tinham liminar e não recolheram. Para o ministro, é preciso encontrar um meio-termo para que se resolvam todos os casos, -inclusive o dos produtores que não se precaveram'. -Existe uma preocupação muito grande minha de que o produtor não quebre e não deixe o campo', justifica. Carne Fraca - Quanto aos reflexos da Operação Carne Fraca, na opinião do ministro, a imagem do Brasil no exterior está sendo recuperada, havendo um temor maior quanto ao comportamento do consumidor nacional. Em entrevista ao Portal DBO, Luis Eduardo Pacifici Rangel, secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, disse que após a operação da Polí­cia Federal, a lição que fica é de que é preciso tornar a inspeção mais efetiva, com a presença incisiva do Estado no processo e maior transferência de responsabilidades para as empresas. A partir da publicação do novo Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa), a expectativa é de que o processo seja melhor auditado. -Nos próximos três anos, vamos visitar todas as unidades da Federação e fazer as perguntas certas dentro das superintendências. Nosso objetivo é saber se os recursos disponibilizados estão sendo, de fato, revertidos para que haja uma inspeção eficiente e, se porventura, a resposta for não, vamos nos esforçar para que isso seja realinhado, o que não deve caminhar para a terceirização da inspeção', disse Rangel. De acordo com ele, o mundo não aceita que a certificação final seja feita pelo setor privado, mas é importante haver maior cooperação entre as partes. Fonte: Portal DBO
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