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Publicado por SeuGado.com Gado

Alvo de investigação da Polí­cia Federal, JBS nega irregularidades em repasses do BNDES

12/05/2017 17:48

Em nota, empresa diz que todos os investimentos recebidos respeitaram legislação brasileira e tiveram crivo da CVM Em nota enviada í  imprensa, o frigorí­fico JBS negou irregularidades nos repasses de dinheiro do BNDES para a empresa, alvo de uma operação deflagrada pela Polí­cia Federal na manhã desta sexta-feira (12/05). A companhia argumenta ainda que os investimentos ocorreram sob o crivo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e que em momento algum recebeu favores nas transações com o banco. "A JBS informa que sempre pautou o seu relacionamento com bancos públicos e privados de maneira profissional e transparente. Todo o investimento do BNDES na Companhia foi feito por meio da BNDESPar, seu braço de participações, obedecendo a regras de mercado e dentro de todas as formalidades", diz um trecho da nota da empresa, que ressalta ter respeitado a legislação do mercado de capitais brasileiro e que todas as operações são públicas e estão disponí­veis para consulta no site da JBS e também da CVM. O BNDES também divulgou comunicado e que está buscando informações sobre a operação. O banco ainda reiterou que dá apoio a seus funcionários e colabora com as autoridades. Procurados pelos investigadores da Polí­cia Federal, o ex-presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e Joesley Batista, um dos sócios da holding que controla a JBS, estão fora do Brasil, conforme a Polí­cia. O objetivo dos investigadores era cumprir mandado de condução coercitiva do empresário. Apuração do colunista Lauro Jardim, de O GLOBO, informa que Joesley está em Nova York. A operação A Polí­cia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira (12/5) a Operação Bullish, que investiga suspeita de fraudes em financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O alvo da ação seriam contratos com a JBS, maior processadora de proteí­na animal do mundo. De acordo com a corporação, os aportes de recursos começaram a ser feitos em 2007. O objetivo era comprar ações de indústrias frigorí­ficas, o que totalizaria um investimento total de R$ 8,1 bilhões. -Realizadas após a contratação de empresa de consultoria ligada a um parlamentar í  época, as operações de desembolso dos recursos públicos tiveram tramitação recorde. Essas transações foram executadas sem a exigência de garantias e com a dispensa indevida de prêmio contratualmente previsto, gerando um prejuí­zo de aproximadamente R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos', dia a nota da PF. O BNDES é acionista das maiores indústrias de proteí­na animal do Brasil. Como parte da investigação das operações , os agentes federais cumprem 37 mandados de coerção coercitiva, 20 mandados de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio de bens. As ações são concentradas no Rio de Janeiro e São Paulo. -Os controladores do grupo estão proibidos, ainda em razão da decisão judicial, de promover qualquer alteração societária na empresa investigada e de se ausentar do paí­s sem autorização judicial prévia. A Polí­cia Federal monitora 5 dos investigados que se encontram em viagem ao exterior', diz o comunicado. O nome atribuí­do í  operação está relacionado ao jargão do mercado financeiro. Quando algum ativo é considerado -bullish', significa que está em tendência de valorização (se o movimento é contrário, o ativo é considerado "bearish"). No caso, diz a polí­cia Federal, os aportes do BNDES foram -imprescindí­veis' para valorizar o frigorí­fico investigado. Fonte: Revista Globo Rural
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