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Publicado por SeuGado.com Gado

Índice de preços da FAO atinge maior valor em dois anos

Editado 23/03/2017 20:50

A alta mensal foi de 0,5% em fevereiro e de 17,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado O indicador mundial dos preços dos alimentos calculado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) atingiu a média de 175,5 pontos em fevereiro, em alta de 0,9 ponto (0,5%) em relação ao valor de janeiro 26 pontos (17,2%) acima do registrado em fevereiro do ano passado. Os dados divulgados nesta quinta-feira mostram que no mês passado o indicador da FAO atingiu o maior valor desde fevereiro de 2015, impulsionado principalmente pela alta dos preços dos cereais. Entre as commodities utilizas no cálculo do í­ndice apenas os óleos vegetais registraram queda de preços. Segundo a FAO, o í­ndice de preços dos cereais registrou uma média de 150,6 pontos em alta de 3,7 pontos (ou 2,5%) ante janeiro. O ní­vel foi o maior desde junho de 2016 e ficou 1,6% acima de fevereiro do ano passado. O aumento da demanda e problemas nos portos norte-americanos deram sustentação aos preços do trigo, que subiram 3%. O indicador de preços dos óleos vegetais ficou na média de 178,7 pontos em fevereiro. O valor recuou 7,6 pontos (4,1%) em relação a janeiro, na primeira queda desde outubro do ano passado, mas ainda se mantendo 28 pontos (ou 19%) acima do registrado em fevereiro de 2016. Os analistas da FAO explicam que no caso do óleo de palma o declí­nio se deve í s previsões de aumento da produção no Sudeste Asiático e desaceleração da demanda global. Os preços do óleo de soja são pressionados pela perspectiva de aumento de produção da oleaginosa no Brasil e na Argentina. O í­ndice de preços dos lácteos da FAO ficou na média de 194,2 pontos em fevereiro, ligeiramente acima do mês anterior (0,6%) e atingiu seu ní­vel mais alto desde agosto de 2014. O aumento do indicador foi de 52 pontos (ou 37%) em relação ao mesmo mês do ano passado. Os preço estão sendo sustentados pela menor disponibilidade de exportação nos Estados Unidos e União Europeia. O í­ndice de preços das carnes ficou na média de 160,6 pontos, com aumento de 1,7 ponto (1,1%) em relação í  janeiro. Os preços das carnes bovina e ovina subiram, enquanto de ave e suí­na se mantiveram estáveis. A redução do rebanho na Austrália dá sustentação aos preços da carne bovina e a entrassafra na Oceânia elevou os preços dos ovinos. O indicador de preços do açúcar atingiu a média de 290,3 pontos em fevereiro em alta de 1,8 ponto (0,6%) ante janeiro. Segundo os analistas da FAO, os preços internacionais do açúcar permanecem sensí­veis í s perspectivas de açúcar nos principais paí­ses produtores, especialmente no Brasil, o maior produtor e exportador. -Ainda prevalece a expectativa de restrição prolongada do abastecimento. Déficits de produção previstos na Índia e na Tailândia, o segundo maior exportador do mundo de açúcar, também contribuí­ram para sustentar os preços. Os relatórios sobre o aumento esperado na produção na UE, devido ao aumento da área cultivada de beterraba sacarina, e na China limitou o aumento mês', dizem eles. Fonte: Revista Globo Rural
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