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Publicado por SeuGado.com Gado

Usina desenvolve novas variedades de cana adaptadas ao solo do nordeste

Editado 23/03/2017 20:48

O projeto é realizado em parceria com a Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético Apesar das dificuldades de chuva e solo, o Sertão nordestino não desiste da cana-de-açúcar. A cultura, que já reinou na região até o fim do século XIX - antes do Sudeste passar a apostar no cultivo - e projetou o Brasil com a maior produção de açúcar do mundo, vem recebendo atenção da iniciativa privada. Em parceria com a Ridesa (Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético), a Usina Biosev, braço da multinacional Louis Dreyfus, está apostando no desenvolvimento de novas variedades adaptadas í s terras secas e ácidas do Nordeste, onde a empresa possui duas unidades de processamento e mais de 40.000 hectares próprios de cultivo. Numa área de 2 hectares próxima a Natal (RN), a Biosev plantou 25 mil mudas de cana. Cada planta foi originada de dois genitores diferentes - um pode ter resistência a doenças e outro alto í­ndice de produtividade, por exemplo. Cada cruzamento rende 12 indiví­duos irmãos e geneticamente distintos. A localização de cada muda nos mais de 20 blocos de cultivo plantados está catalogada e o desenvolvimento da plantação é acompanhado diariamente. O plantio do canavial foi mecanizado, simulando exatamente o método de trabalho da multinacional em suas áreas comerciais. O experimento é o primeiro passo de um plano que tem o objetivo de gerar variedades tipicamente nordestinas dentro de até dez anos. -Temos de fazer hoje pensando no futuro. O nordeste do Brasil planta basicamente duas variedades, que são as mesmas cultivadas na maior parte do paí­s', diz Rui Chammas, presidente da Biosev. Isso representa um risco í  atividade. -Se um problema sério (de praga ou doença) atingir um canavial, toda a área com aquela variedade estará ameaçada', afirma Chammas. Confiante no trabalho que vem sendo conduzido pelos pesquisadores da Ridesa, o executivo espera que o tempo para se ter uma nova cana nordestina possa ser inferior a uma década. -Se alguém tivesse feito no passado o que estamos fazendo hoje, talvez não terí­amos o quadro atual, com número tão limitado de variedades cultivadas', diz. A colheita da área experimental, também mecanizada, está programada para o primeiro trimestre de 2017, quando os técnicos passarão uma nova -peneira' no lote, selecionando o que deu certo e analisando as mudas menos interessantes. Fonte: Revista Globo Rural
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