Carregando...
Publicado por Natalia - Boi Na Net

Crise da carne recai sobre o bolso do pecuarista, e arroba despenca!

07/06/2017 12:17

[img]https://d2vjc40pgb63dh.cloudfront.net/file/attachment/2017/06/0570f153b5409d2ab04bdc1bdc08bd76_view.jpg[/img] FONTE: FOLHA DE S.PAULO - 07/06/2017 - 11:48 A crise vivida pelo setor de carnes deságua cada vez mais no bolso do pecuarista. Após a Operação Carne Fraca e a delação premiada dos donos da JBS, os preços internos, que tradicionalmente caem no perí­odo de inverno, desabam ainda mais. Na terça-feira (6), a arroba do boi foi negociada a R$ 130,21, em média, menor valor nominal desde outubro de 2014. Se considerada a média mensal de junho, deflacionada pelo IGP-DI, os preços do boi são os menores desde setembro de 2013. Os dados são do Cepea (Centro de Pesquisa Econômicas Avançadas), ligado í  Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) da USP. Além de receber um preço menor pelo gado, o pecuarista foi submetido também a uma mudança na comercialização do animal. A JBS, principal compradora de gado do paí­s, passou a fazer pagamento somente a prazo. Para fugir dessa venda a prazo, o pecuarista recorreu a outros frigorí­ficos. O resultado é que a escala de abate do JBS ficou apertada e a dos outros alongou. Os frigorí­ficos que tiveram a escala ampliada começaram a escolher melhor os animais e a pagar menos. Já a JBS, devido í  dificuldade de compra em várias regiões, vem pagando mais pelo boi. Em algumas regiões, a empresa paga R$ 3 acima do que pagam outros frigorí­ficos pela arroba. Até então, a JBS exercia uma pressão nas compras de animais, devido ao poder de fogo que tem nas diversas regiões do paí­s. Essa pressão na compra de gado começa a passar para outros frigorí­ficos. Segundo Mariane Crespolini, pesquisadora do Cepea, essas incertezas do mercado complicam ainda mais o setor em um perí­odo de fim das águas e de condições de pastagens menos favoráveis. Além disso, a pecuária vinha retendo fêmeas desde 2013, o que significa que aumentou o número de bezerros e, consequentemente, o tamanho do rebanho disponí­vel para abate. Os abates de fêmeas somava 42% dos animais destinados aos frigorí­ficos em 2013. No ano passado, esse número caiu para 38,6%. Dos abates totais de animais em Mato Grosso, lí­der na pecuária, Crespolini destaca que 49% foram feitos pela JBS; 11% pelo Marfrig e 7% pelo Minerva. Os demais ficaram com 33%. BOICOTE Enquanto o boicote contra a carne da JBS estiver limitado a empresas isoladas, o efeito sobre as vendas da fornecedora não será grande. Os pecuaristas estão preocupados, no entanto, que esse boicote se estenda pelas redes varejistas (Folha de S.Paulo, 7/6/17)
Comentários
logo-seugado

Para ter acesso completo a esse conteúdo faça login ou cadastre-se grátis.