Carregando...
Publicado por SeuGado.com Gado

Ministério da Agricultura explica plano de fôlego para combate í  febre aftosa

06/07/2017 09:19

Trabalho, que deve durar até 2026, é fruto de parceria do governo com a iniciativa privada A Sociedade Rural Brasileira promoveu nesta quarta-feira (5/7) um encontro importante em sua sede no centro da capital paulista. Reuniu pecuaristas, representantes de empresas e imprensa para um debate sobre a problemática da febre aftosa no Brasil com dois atuantes especialistas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Guilherme Henrique Figueiredo Marques, diretor do Departamento de Saúde, e Plí­nio Leite Lopes, auditor fiscal federal Agropecuário da Divisão da Febre Aftosa. A doença, que vitimou algumas cabeças de gado na Colômbia recentemente, está no centro das discussões da pecuária de corte. Algumas informações chegam desencontradas e reside aí­ a relevância do debate na Sociedade Rural. Quem coordenou as discussões foi Tereza Cristina Vendramini, diretora de pecuária da casa. Tereza é pecuarista de corte na cidade de Flórida Paulista (SP). Tanto Guilherme como Plí­nio atribuí­ram í  Venezuela a responsabilidade pela transmissão da aftosa para o gado colombiano. Os paí­ses são fronteiriços. -Vivendo uma forte crise polí­tica e econômica, a Venezuela descuida das suas questões sanitárias', disse Guilherme. Por sinal, o Conselho Nacional da Pecuária de Corte (CNPC), sediado em São Paulo, avisa há tempos da deficiência daquele paí­s no combate í  terrí­vel febre aftosa. -A Venezuela está em situação crí­tica e existem profundas divergências entre governo e setor privado', afirma Sebastião Guedes, vice-presidente do CNPC. Ele observa, porém que o caso na Colômbia não deve impactar as exportações de carne brasileira. Guilherme Marques garantiu que o Brasil exerce uma vigilância severa na sua fronteira com a Venezuela. Disse também que o foco descoberto na Colômbia está a mais de 600 quilômetros da fronteira com o Brasil. Retirada da vacina Outro tema atual debatido na Sociedade Rural diz respeito í  retirada da vacina contra a aftosa de todo o território nacional até o ano de 2021. O processo seria feito por etapa e começaria gradualmente em 2019. Depois, em 2023, o paí­s solicitaria aos órgãos internacionais responsáveis o status de livre da aftosa sem vacinação, conquista que valorizaria a carne nacional e ainda ampliaria o mercado. Guilherme e Plí­nio confirmaram o final da vacinação. Fizeram a ressalva, no entanto, que a moderação deverá pautar o trabalho. Numa primeira fase, a intenção é conquistar o status de Estados nacionalmente livres com vacinação para a Amazônia e o Amapá. Os dois Estados são os únicos que não possuem ainda esse status. Os diretores do MAPA explicaram também que a retirada da vacinação está inserida no Plano Estratégico 2017/2026 do Programa Nacional da Febre Aftosa (PNEFA), um trabalho de fôlego e que foi explicitado pela primeira vez í  imprensa, mesmo tendo sido oficialmente lançado em abril último. Detalhe importante: O plano foi elaborado em parceria entre o governo, através do Mapa, e entidades privadas como a Confederação Nacional da Agricultura, a ABCZ de Uberaba, a Abiec, que representa os exportadores de carne, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal, e a Universidade de São Paulo (USP). -O iní­cio dos trabalhos foi em 2007. Agora, no segundo semestre, vamos arregaçar as mangas e partir para a prática', ressalta Plí­nio. Ele explica que o plano tem metas globais. Pretende atuar auxiliando os paí­ses fronteiriços e depois alargar o espaço para a exportação de carne - o Brasil já vende para 150 paí­ses. -No total, são 16 as operações relacionadas no documento. A retirada da vacina é uma delas', observa, ponderando que a operação será efetuada com cuidado extremo. E tudo indica que um pedido formal dos laboratórios será atendido pelo Mapa. É a redução da dose da vacina de 5 ml para 2 ml, o que deixará mais prática a vacinação e ajudará a reduzir a chance de problemas na carcaça dos bois. É que, livre da aftosa, o Brasil não precisa mais utilizar a dose reforçada, diz Guilherme. Fonte: Revista Globo Rural
Comentários
logo-seugado

Para ter acesso completo a esse conteúdo faça login ou cadastre-se grátis.