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Publicado por SeuGado.com Gado

PES revisa safra 2016/2017 de laranja, a menor desde 1988/1989

Editado 10/03/2017 11:18

A revisão mostra que a safra deve ter uma queda de 18,77% na produção sobre as 300,65 milhões de caixas de laranja produzidas na última safra A terceira Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) de laranja 2016/2017 no parque comercial citrí­cola de São Paulo e Minas Gerais, divulgada nesta segunda-feira (12/12), apontou uma produção de 244,2 milhões de caixas (40,8 kg). O número previsto aponta uma baixa de 1,9% ante o segundo levantamento, divulgado em setembro, de 249,04 milhões de caixas, e recuo de 0,6% sobre a previsão inicial, de maio, de 245,75 milhões de caixas. A revisão mostra que a safra deve ter uma queda de 18,77% na produção sobre as 300,65 milhões de caixas de laranja produzidas em 2015/2016 e deverá ser a menor desde as 214 milhões de caixas da safra 1988/1989. O levantamento foi feito pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) da Citricultura, em parceria com a Markestrat, a Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto e o Departamento de Estatí­stica da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Jaboticabal. Segundo os pesquisadores, a revisão para uma safra menor do que as estimadas iniciais de 2016/2017 ocorre por causa da adequação técnica do chamado "fator de correção" elevado em 8% nesta reestimativa. A adequação do fator justifica-se em virtude da mudança na configuração dos pomares observada nos anos mais recentes, desencadeada, principalmente, pelo manejo de controle do greening, principal doença da citricultura, o que obrigou a eliminação de árvores doentes e substituição por mudas sadias. "Isso resultou na formação de subconjuntos de plantas mais novas com produtividade menor do que as árvores do plantio original em um mesmo talhão. O impacto desses subconjuntos é significativo na safra atual, porque se acentuaram os desvios de produtividade entre as árvores de diferentes idades, visto que as mais jovens tiveram maior prejuí­zo no pegamento dos frutos", relataram. Segundo os pesquisadores, o total de frutos por caixas deve ser de 230 na atual estimativa, ante 240 na estimativa anterior, ou seja, as frutas estão maiores e são necessárias menos para atingir o peso da caixa. Contribuiu para este crescimento (nas frutas), a pluviometria acumulada de maio a novembro, 19% acima da prevista para o perí­odo. "A média das precipitações acumuladas nesses sete meses em todo parque citrí­cola atingiu 543 milí­metros", relataram os pesquisadores. A taxa média de queda de frutos, considerando todas as variedades, foi reestimada de 14,86% para 13,73% entre os perí­odos. "O ritmo mais acelerado da colheita explica a diminuição da queda de frutos". Até novembro a colheita atingiu 81% da produção, segundo o Fundecitrus, ante 72% em igual perí­odo da safra passada. A quarta florada não está considerada nesses percentuais e exigirá um repasse nos pomares para a retirada destes frutos, que poderá se estender até o próximo ano, segundo o Fundecitrus. Fonte: Revista Globo Rural
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