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Publicado por SeuGado.com Gado

Ajuste no descongelamento de sêmen aumenta prenhez

25/07/2017 14:23

Experimento conduzido por Luciano Penteado, da Firmasa, mostrou que variação brusca na temperatura das palhetas pode reduzir eficiência da IATF Em um treinamento para inseminadores, Luciano Penteado, sócio-proprietário da Firmasa, empresa especializada em IATF (inseminação artificial em tempo fixo), aprendeu uma lição que não esquece mais, e que compartilhou nesta quinta-feira, 20, com a plateia da InterCorte em Campo Grande, MS. Trata-se do manejo ideal para o descongelamento de sêmen, que pode interferir, e muito, na taxa de prenhez conseguida com a técnica de reprodução. De acordo com ele, ao baixar a temperatura das palhetas de sêmen em mais de 1,5ºC, durante a transferência do botijão de nitrogênio para o descongelador, o produtor contribui para que uma proteí­na especí­fica do espermatozóide seja lesada, o que dificulta que ele faça a perfuração do óvulo e, consequentemente, promova sua fecundação. -Como estamos acostumados a tirar até dez doses de uma vez do botijão isso acontece, e as perdas podem ser grandes', afirma. Curioso sobre a informação que recebeu no treinamento, Penteado fez um teste e comprovou na prática o que lhe havia sido dito. Em um experimento com 280 vacas, inseminou a metade com doses de sêmen retiradas em grupos de três do botijão e comparou com a retirada de dez em dez. -Para a nossa surpresa, 30 dias depois, as vacas que contaram com o descongelamento rápido apresentaram 44% de prenhez, ao passo que as que receberam sêmen descongelado de forma lenta, com variação da temperatura inferior a 1,5ºC por conta disso, tiveram média de 56%', diz. Mas nem isso o deixou satisfeito, e orientado pelo professor Pietro Baruselli, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, ele repetiu o teste, dessa vez com 1.163 vacas. Neste caso, do grupo das cerca de 570 vacas que receberam sêmen descongelado de modo convencional, 42% emprenharam, contra 51% do grupo de descongelamento lento (veja o gráfico no final da matéria). -Então, com pouco mais de mil vacas, houve diferença de nove pontos percentuais de um tratamento para o outro, o que nos leva a um ganho de 20% (sobre os 42%) só com essa mudança no descongelamento', afirma. Adequação do manejo - E se a dúvida é sobre a viabilidade de implantar o método em propriedades comerciais, para Penteado, não há tempo ruim. -Tudo que o produtor precisa ter em mente é que não pode ter pressa quando for tirar a palheta de sêmen do botijão de nitrogênio e colocar no descongelador eletrônico. Ele precisa fazer isso devagar, com poucas doses, para não abaixar a temperatura em mais de 1,5ºC', diz. As possibilidades são basicamente três: 1) ou o produtor reduz o número de animais por perí­odo e perde um pouco de agilidade para ganhar eficiência; 2) ou trabalha com dois descongeladores, tendo que investir na compra de um novo equipamento; 3) ou tem uma pessoa dedicada só para mexer com o descongelador. Seja qual for a escolha, o custo-benefí­cio, segundo Penteado, compensa. -Porque imagine que um produtor tenha 100 vacas. Se 51 emprenharem com o descongelamento lento, em vez de 42, ele vai ter nove ou, com uma taxa de mortalidade de 10%, oito bezerros a mais. Se cada bezerro vale R$ 1.000, grosso modo, ele vai ganhar R$ 8 mil a mais por programa. E um descongelador custa R$ 800. Então, só 10% do que ele ganha no primeiro programa já é suficiente para pagar essa despesa', diz. Para os outros casos o produtor pode usar um raciocí­nio parecido. [img]https://d2vjc40pgb63dh.cloudfront.net/file/attachment/2017/07/af9c511168e5026a767379b1b2b0200c_view.jpg[/img] Fonte: Portal DBO
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