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Publicado por SeuGado.com Gado

Café voltou a subir no final da semana em Nova York

14/08/2017 09:39

No Brasil, negócios no mercado fí­sico estão em ritmo lento, de acordo com representantes do setor O mercado futuro de café encerrou a semana retomando o ní­vel de US$ 1,40 por libra-peso. Na sexta-feira (11/8), os principais contratos na bolsa de Nova York não recuperaram totalmente a queda de mais de 400 pontos no dia anterior, mas tiveram aumentos entre 180 e 185 pontos. -No último dia útil da semana, os contratos de café retomaram o viés de alta que predominou nas últimas semanas', avalia, em boletim semanal de mercado, o Escritório Carvalhaes. O vencimento de setembro de 2017 ajustou para US$ 1,4030 por libra, perto da máxima do dia, de R$ 1,4080. Desde 21 de junho, quando o papel registrou a mí­nima do ano, de US$ 1,1650, a valorização do contrato é de 20,42%. Dezembro de 2017 ajustou para US$ 1,4385, depois de ser negociado pouco acima de US$ 1,44 ao longo do dia. A mí­nima do ano, também registrada em 21 de junho, foi de US$ 1,2005 por libra-peso. Desde antão, o vencimento já subiu 19,82%. No Brasil, a atenção está voltada para a colheita, em fase final. A consultoria Safras e Mercado aponta que chegou a 86% até 8 de agosto. O ritmo maior que o da mesma época em 2016, de 81%. A proporção colhida corresponde a 43,92 milhões de sacas de um total estimado em 51,1 milhões. A colheita do café arábica chegou a 82% da produção esperada, um ritmo superior ao da mesma época do ano passado, de 74%. A colheita do robusta está bem próxima do final, com 99% da produção já fora dos cafezais. Enquanto o trabalho avança, cafeicultores ainda demonstram preocupação com a produtividade, especialmente no arábica. Além dos grãos considerados miúdos, há maior incidência de broca em algumas regiões produtoras do Brasil, podendo levar a ajustes para baixo nas estimativas, acredita o consultor da Safras e Mercado, Gil Barabach. Em meio a esta situação, a comercialização do café brasileiro tem ocorrido em ritmo lento. Nas estimativas da consultoria Safras e Mercado, apenas 34% da produção estavam vendidos até o último dia 8. Na mesma época em 2016, os cafeicultores tinham comercializado 37%. Para o Escritório Carvalhaes, a comercialização lenta e com baixos volumes é reflexo da percepção dos cafeicultores em relação ao resultado da lavoura. Para a empresa, os produtores consideram que a quebra maior da produção deste ano está confirmada e evitam vender aos preços atuais. -Aparentemente a quantidade de cafés de boa qualidade a finos foi a que mais caiu', avalia o Escritório Carvalhaes. De acordo com a empresa, cafés finos e de boa qualidade têm variado de R$ 470 a R$ 500 a saca nas mí­nimas e de R$ 490 a R$ 530 nas máximas negociadas no mercado fí­sico brasileiro. O Conselho Nacional do Café (CNC) acredita que deve levar pelo menos mais um mês para a comercialização ganhar ritmo. Também em boletim semanal, a entidade pontua que, mesmo com a recuperação nas últimas semanas, os preços ainda estão em ní­veis inferiores aos do ano passado. -Os ní­veis alcançados ainda são inferiores aos observados em 2016, quando a maioria dos produtores aproveitou para travar vendas para a safra 2017. Dessa forma, a expectativa é que o mercado se aqueça a partir de setembro, quando terá fim esse perí­odo de entrega', diz o CNC. Fonte: Revista Globo Rural
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