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Publicado por SeuGado.com Gado

Carne Kosher pode abrir novas possibilidades ao Brasil

16/08/2017 09:54

Com foco em bem-estar animal, abate religioso pode ajudar paí­s a colocar maior valor agregado na carne exportada Principal mercado de carne bovina procedente de abate Kosher do mundo, o governo de Israel notificou recentemente os frigorí­ficos sobre uma série de novas normativas que passam a valer a partir de julho de 2018. A mais importante delas é que o paí­s só importará carne de frigorí­ficos que utilizarem uma caixa rotativa de contenção para minimizar o estresse durante o abate. Hoje, os animais ficam no chão e necessitam de alguém para segurá-los. Segundo o consultor especializado em abate Kosher, Felipe Kleiman, cada caixa custa em torno de R$ 400.000, além dos gastos com instalação e treinamento. Como o procedimento deve reduzir a velocidade de abate, o especialista diz que uma boa estratégia para os frigorí­ficos seria trabalhar com duas caixas na mesma operação, o que dobraria os custos, mas agilizaria a operação. -Sem dúvida, não é um investimento barato. No entanto, essas adequações podem ser uma grande oportunidade para o Brasil ampliar suas exportações e alcançar uma fatia maior do mercado mundial de carne Kosher', destacou Kleiman. -E também podem colocar mais valor agregado ao produto, já que se prioriza o bem-estar animal', acrescentou. Mercado - Um dos aspectos mais atrativos do mercado israelense é o preço. No ano passado o Brasil arrecadou US$ 70 milhões com a exportação de 14.000 t de carne bovina para Israel. O preço médio da tonelada foi de US$ 5.000, 23,8% maior do que os US$ 4.038 da média geral por tonelada das exportações totais de carne bovina in natura do Paí­s no ano passado. Kleiman ainda acredita que é possí­vel ampliar o volume embarcado para Israel para 20.000 ou 22.000 t. -O Brasil já chegou a exportar mais de 34.000 t de carne para Israel em 2008, mas acabou perdendo espaço para os demais paí­ses do Mercosul'. Atualmente, Israel importa cerca de 68.000 t de carne bovina oriunda de abates Kosher, sendo que 80% desse total provém da América do Sul. Os principais fornecedores são Argentina e Uruguai. Além deles, a Polônia surge como outro importante player, principalmente, devido í  proximidade com Israel. Outro importante mercado global de carne Kosher são os EUA, que entre produção doméstica e importação, consome mais de 60.000 t de carne por ano. Como a produção local não é suficiene para atender í a demanda, os americanos importam carne Kosher de paí­ses como México e Uruguai. Além deles, o especialista destaca a União Européia como um mercado em ascensão. De acordo com ele, diversos paí­ses da região têm proibido os frigorí­ficos locais de realizar abates religiosos, e como a população judia do bloco é grande, a solução será importar carne de outros paí­ses. Abate Kosher - O abate Kosher é um procedimento religioso que visa atender aos mercados judaicos, principalmente Israel. íˆ usada uma faca especí­fica (chalaf) que causa sangria e a morte imediata sem causar dor ao animal Após isso, os órgãos internos são inspecionados por um rabino para detectar anomalias fisiológicas que classifiquem a carne como imprópria para consumo . Caso não seja encontrada nenhuma anomalia como nódulos, abcessos, é feita a submersão e salga da carcaça, visando extrair o máximo de sangue da carne. Por fim, é feita a desossa dos cortes e a carne recebe o selo que atesta os padrões estabelecidos pela Torá. Atualmente, a exportação Kosher consiste principalmente de cortes do dianteiro. Para que os cortes de traseiro possam ser consumidos pelos judeus, é necessário que seja retirado o nervo ciático do animal, o que não é feito rotineiramente. Também são removidos algumas veias e sebos. Fonte: Portal DBO
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