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Publicado por SeuGado.com Gado

Portos do Arco Norte são responsáveis por 24% das exportações de grãos

18/08/2017 09:35

Entre janeiro e julho, volume de soja e milho embarcado na região foi de 15,3 milhões de toneladas e pode chegar a 26 milhões de t até o fim do ano Com a projeção de aumento de 50 milhões de toneladas na produção brasileira de soja e milho na safra 2016/2017, saltando de 162 milhões de toneladas para 211,2 milhões de toneladas e com a expectativa de exportar 51,13% desse volume (108 milhões toneladas de soja em grão e farelo e de milho) neste ano, os portos brasileiros ganham importância para a recuperação da economia, rendendo divisas. O porto de Santos continua sendo o principal canal de escoamento de milho e soja, apesar do crescimento apresentado pelos portos do Arco Norte (Itacoatiara e Itaqui, no Maranhão, Santarém e Barcarena, no Pará, e Salvador, BA. De acordo com estudo da movimentação dos portos realizado pela Secretaria de Polí­tica Agrí­cola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no perí­odo de janeiro a julho deste ano, pela cidade paulista, foram embarcados 21,4 milhões de toneladas de milho e soja. A expectativa é de que chegue a 37 milhões de toneladas até o fim do ano. Os portos do Arco Norte foram responsáveis pelo embarque, entre janeiro e julho, de 15,3 milhões de toneladas de milho e soja, número que deve crescer até 26 milhões de toneladas nos 12 meses do ano. O Arco Norte já corresponde por 24% do total desses produtos exportados. A capacidade portuária (de embarque) desses portos alcança 40 milhões de toneladas. Para o coordenador-geral de Infraestrutura, Logí­stica e Geoconhecimento para o Setor Agropecuário, da SPA, Carlos Alberto Nunes Batista, o volume embarcado pelos portos do Norte e do Nordeste demonstra evolução significativa na logí­stica de exportação dos produtos agrí­colas brasileiros. -Isso confirma a efetividade dos investimentos privados nessas regiões, além de contribuir para a redução do custo logí­stico na exportação e a menor pressão nos portos do Sul e Sudeste', observou. Carlos Alberto acrescenta que esses corredores reduzem as distâncias rodoviárias, já que disponibilizam a intermodalidade de transporte rodo-hidroviário e rodo-ferroviário. Processos de gestão implementados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e pela Polí­cia Rodoviária Federal, na BR-163, em território paraense, serão adotados em caráter preventivo em 2018, devendo assegurar a regularidade do tráfego no escoamento da safra 2017/2018, alerta o coordenador-geral. A movimentação em outros portos como o de Paranaguá, PR, de janeiro a julho deste ano, registrou remessas de 11,8 milhões de toneladas de soja e milho. Já os portos de Santa Catarina (Imbituba e São Francisco) embarcaram 4,8 milhões de toneladas. O porto do Rio Grande, RS, teve movimentação de 8,6 milhões de toneladas e o de Vitória, ES, 2,9 milhões de toneladas de soja e milho. O setor agrí­cola tem recebido atenção especial para conferir maior competitividade aos produtos exportados, que tem contribuí­do para a economia do paí­s, salienta o secretário de Polí­tica Agrí­cola, Neri Geller. As principais rodovias que cortam áreas produtivas do estado de Mato Grosso recebem manutenção para manter a trafegabilidade e o fluxo dos produtos em direção aos portos e í s zonas agroindustriais. Geller lembra ainda a recente liberação da licença de instalação para construção de oito pontes de concreto na BR 242, localizadas entre Nova Ubiratã e Santiago do Norte, no Mato Grosso, -deve contribuir para a melhoria da logí­stica para a produção da área de influência da rodovia'. Faltando ainda cinco meses até o fechamento do ano, não resta dúvida, para Geller, de que as exportações de soja e milho neste ano atingirão novo recorde, podendo alcançar 76 milhões de toneladas de soja (grão e farelo) e 32 milhões de toneladas de milho. Fonte: Mapa
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