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Publicado por SeuGado.com Gado

Adiada a decisão sobre importação de café robusta

Editado 23/03/2017 17:30

Governo e cadeia produtiva não chegaram a um consenso em encontro realizado em Brasí­lia O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, ficou com a tarefa de bater o martelo sobre a possí­vel importação de café robusta do Vietnã pelo Brasil. Não houve consenso sobre o assunto na reunião realizada na terça-feira (17/1) entre representantes do setor produtivo e o governo federal, em Brasí­lia. A informação é da assessoria do Conselho Nacional do Café (CNC). A importação do robusta vietnamita entrou em discussão por causa da escassez do produto no Brasil. A indústria de café quer a liberação de 200 mil toneladas mensais durante quatro meses. Além da que, com a quebra de safra, ficou mais difí­cil comprar a variedade, usada nos blends vendidos ao varejo. Durante o encontro, foi apresentado um levantamento de estoques de café conilon, feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). De acordo com a autarquia, os estoques estão em 2,14 milhões de sacas de 60 quilos. Para a indústria, não há produto suficiente para garantir o abastecimento. A quebra na produção brasileira do conilon foi provocada por dois anos seguidos de déficit hí­drico. A redução na oferta levou o preço a superar o do arábica (Coffea arábica) pela primeira vez na história, conforme os indicadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A saca de 60 quilos chegou a superar os R$ 520. No Brasil, a maior produção do conilon está no Espí­rito Santo. A Conab estimou a safra no ano passado em 7,99 milhões de sacas, volume 28,6% inferior ao colhido em 2015 e o menor em doze anos. Em ní­vel global, o maior produtor é o Vietnã, com produção estimada em 25,6 milhões de sacas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). As processadoras e torrefadoras alegam que a falta de matéria-prima pressiona os custos, levando ao aumento do preço final. Além disso, induz a mudanças nos blends vendidos ao varejo, com a substituição do conilon por cafés arábica de qualidade considerada intermediária. Entidades com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Conselho Nacional do Café (CNC) são contra as importações. Argumentam que há riscos fitossanitários relacionados í  medida e que faltam estudos que avaliem o impacto social e econômico para a cafeicultura nacional. O ministro Blairo Maggi, a quem caberá decidir sobre a importação de café robusta, está em viagem ao exterior. Ele participa em Bruxelas, capital da Bélgica, do Fórum Mundial de Agricultura e Alimentação. Depois, segue para os Estados Unidos. Fonte: Revista Globo Rural
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