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Publicado por SeuGado.com Gado

Milho: resistência a inseticidas é registrada em 4 locais de MT

30/08/2017 09:34

Lagartas Spodoptera frugiperda coletadas em Diamantino, Nova Mutum, União do Sul e Alto Garças mostraram insensibilidade ao metomil Lagartas da espécie Spodoptera frugiperda, mais conhecida como lagarta-do-cartucho, coletadas em lavouras de milho de quatro municí­pios de Mato Grosso - Diamantino, Nova Mutum, União do Sul e Alto Garças - apresentaram resistência ao metomil, inseticida comum no combate a essa praga, a principal do milho. -Para essas regiões, seria importante não utilizar essa molécula na próxima safra. Mas é um monitoramento que precisa ser feito todo ciclo. Vai chegar um ponto em que essa população resistente pode voltar í  condição de susceptibilidade', diz Rafael Pitta, pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril. Segundo ele, a eficiência na mortalidade das lagartas nesses locais ficou entre 15% e 30%. O resultado faz parte de um monitoramento de resistência da lagarta feito pela Embrapa em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso e a Aprosoja-MT na última "safrinha" de milho no Estado. O estudo também analisou a susceptibilidade í  flubendiamida, outra molécula comumente usada no controle da Spodoptera em milho. -Percorremos o Estado fazendo coletas para termos um raio-x de como estava o ní­vel de resistência e se existia diferença entre regiões', conta Pitta. Além dos municí­pios mencionados, foram recolhidas amostras em Canarana, Campo Verde, Lucas do Rio Verde, Primavera do Leste, Rondonópolis, Sinop, Sorriso, Campo Novos dos Parecis, Tangará da Serra, Sapezal, Nova Maringá, Brasnorte e Dom Aquino. Em relação í  flubendiamida, todas as populações de lagartas se comportaram como suscetí­veis ao inseticida. A referência de comparação é uma amostra criada em laboratório, que não tem contato com inseticidas por um longo tempo. -Para uma população do campo ser considerada suscetí­vel, 50% teria que morrer . Então coletamos as populações no campo e fazemos teste comparativo. Se morrer muito menos do que metade, é indicativo de que tenho problema de resistência, ou pelo menos de que está começando um processo de resistência', explica o pesquisador. Próximos passos - Além de analisar a resistência, os pesquisadores também querem entender a herança genética e o comportamento dessas populações. -Precisamos saber se o gene de resistência desses indiví­duos é dominante ou recessivo. Se for dominante, quando acasala resistente com suscetí­vel, esses que vão nascer serão resistentes. Se for recessivo, eles vão se comportar como suscetí­veis. Nesse última caso, a resistência é reduzida mais rapidamente no campo', exemplifica Pitta. Na questão do comportamento, a ideia é avaliar como é a dispersão dos indiví­duos resistentes na população. -Se eles não são tão competitivos como os suscetí­veis, por exemplo, as mariposas podem ovipositar menos. Isso é fator importante para nós, porque daí­ são menos lagartas resistentes no campo'. Rede de coleta - Todas essas pesquisas buscam dar subsí­dio para as estratégias de manejo de resistência no Estado. Para reforçar esse plano, um grupo de consultores de várias regiões de Mato Grosso está sendo formado. A iniciativa é das entidades já citadas, ao lado do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMA). -A ideia é criar um grupo no Estado para conduzir esse manejo de resistência de pragas, doenças e plantas daninhas'. Os consultores seriam parceiros na coleta e envio das amostras, aumentando a base de informações. -Nessa safra, tivemos 17, o que já é bastante coisa, mas com essa rede podemos triplicar esse número. A qualidade desse raio-x seria maior' Além da coleta, os técnicos se reuniriam todo final de safra para discutir os resultados e, depois, transmiti-los para os produtores de suas regiões. -A pesquisa gera informação, porém não tem como difundir isso de forma tão eficiente quanto os consultores'. A ideia é que o grupo já esteja formado para a safra do ano que vem. Para Pitta, as pesquisas têm potencial de ajudar tanto o produtor quanto o meio ambiente. -O agricultor terá efetividade de controle [ao saber o que funciona], então não vai precisar pulverizar novamente em um curto perí­odo de tempo. Isso se traduz em redução dos custos de produção e também em ganho para o meio ambiente, porque uma carga menor de produto vai para o solo'. No futuro, outros princí­pios ativos, pragas e doenças devem ser analisados. [img]https://d2vjc40pgb63dh.cloudfront.net/file/attachment/2017/08/ed4efee4cc8f69364d7be9fddb427c52_view.jpg[/img] Fonte: Portal DBO
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