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Publicado por SeuGado.com Gado

Controle biológico no algodão

05/09/2017 09:53

Além de atuar na eliminação de pragas, biotecnologia também pode ajudar no desenvolvimento das plantas Com o objetivo de debater os avanços tecnológicos do controle biológico na cotonicultura, o 11º Congresso Brasileiro do Algodão (11º CBA), organizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) promoveu uma sala temática que reuniu alguns dos maiores especialistas do assunto no paí­s. Na vanguarda da defesa vegetal, o controle biológico vem sendo cada vez mais disseminado como alternativa para reduzir as pragas da lavoura. A sala temática 'Controles biológicos das pragas do sistema' contou com a participação da pesquisadora e coordenadora do Centro de Recursos Biológicos de Agentes de Controle Biológico da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Rose Monnerat; do pesquisador do Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMAmt) Carlos Marcelo Soares, e do diretor executivo da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa), Lí­cio Sairre. Na sua palestra, Carlos Marcelo Soares falou sobre o trabalho que o IMAmt vem desenvolvendo, no sentido de aprimorar as tecnologias aplicadas ao controle biológico de pragas. Segundo ele, o estado do Mato Grosso já conta com três biofábricas instaladas, duas em fase piloto, para criação de organismos como bactérias, fungos e ví­rus que são utilizados no combate a lagartas e outros tipos de ameaças í  lavoura do algodão. Avançando ainda mais, Soares revela que a biotecnologia pode atuar também para promover o desenvolvimento das plantas. "Uma bactéria ou um fungo não tem só uma função. Pode-se usá-los para matar um nematóide, mas como produzem outras substâncias, podem também ajudar a planta a crescer", explica o pesquisador. Por sua vez, o diretor executivo da Amipa falou sobre a biofábrica de produção de macroorganismos criada há três anos pela associação. A unidade produz a vespa trichogramma, utilizada para combater pragas do algodoeiro e de outras culturas. Ela atua devorando os ovos das lagartas que atacam as lavouras. "A vespinha é importante para o controle biológico de diferentes culturas, a exemplo do algodão, tomate e soja", disse Lí­cio Sairre, mostrando entusiasmo com os resultados já alcançados. "A introdução de um único agente biológico já nos trouxe a redução no uso dos defensivos quí­micos e o aumento dos polinizadores naturais da lavoura. Tudo está dando certo, e a tendência é que, a partir do próximo ano, já possamos ofertar novos insetos. Outro aspecto importante é a redução do custo financeiro. Pelo menos, nos primeiros 100 dias da planta, antes do ataque do bicudo, conseguimos economizar bastante no uso de defensivos, utilizando o controle biológico", afirmou Sairre. Fonte: Abrapa
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