Carregando...
Publicado por SeuGado.com Gado

Negócios gerados na Expodireto devem alcançar R$ 2 bilhões

Editado 10/03/2017 11:10

Otimismo do produtor reflete em contratos de compra e venda; máquinas puxam boa parte das negociações A venda de máquinas agrí­colas e a procura por soluções tecnológicas que visam aumentar a produtividade das lavouras de soja e milho devem puxar as negociações realizadas durante a 18ª Expodireto Cotrijal, feira que acontece em Não-Me-Toque (RS). De acordo com o presidente da feira, Nei César Mânica, neste ano o faturamento deve chegar a R$ 2 bilhões. No ano passado, foram R$ 1,580 bilhão. Diferentemente dos últimos dois anos, quando os problemas climáticos e a instabilidade econômica atingiram os ânimos dos produtores rurais que visitaram a feira, o que se vê na Cotrijal é um clima muito positivo. "A safra deve ser ótima e isso está gerando muito otimismo no setor. O clima está perfeito para termos uma excelente safra", afirmou Mânica. A feira, que começou na segunda-feira (06/3) e termina nesta sexta-feira (10/3) neste ano teve os picos de visitantes e comercializações registrados nos terceiro e quarto dias. "Nos anos anteriores, percebí­amos esses picos nos últimos dias. Neste ano, o pessoal veio decidido a fechar negócio e o que tem facilitado muito também é a disponibilidade de crédito para o produtor rural", diz ele. No ano passado, 210 mil pessoas visitaram a Cotrijal. A expectativa de Mânica é que a feira deste ano receba um público de 240 mil pessoas. Neste ano, a Expodireto está ocupando 84 hectares e há pelo menos 511 expositores, dos setores de máquinas agrí­colas, tecnologia e defensivos, agricultura familiar, equipamentos e a participação de 70 paí­ses. "Há uma fila de mais ou menos 200 empresas querendo entrar para a Cotrijal", orgulha-se o presidente. Na região de atuação da Cotrijal, que cobre 32 municí­pios - cerca de 600 mil hectares - a colheita do milho da safra verão já está na metade, com produtividade média de 250 sacos por hectare e a colheita da soja, ainda no começo, indica produtividade média de 70 sacos por hectare, com picos de 90 sacos por hectare. "Isso vai depender das tecnologias aplicadas í s lavouras, mas de um modo geral, o pessoal está bastante antenado com as novidades do mercado", diz o presidente. Ele mesmo, entre um negócio e outro que realiza na feira, dá uma espiada em seu smartphone. "É que o pessoal está no campo e através dos aplicativos, conseguimos acompanhar a colheita toda e resolver os problemas pelo telefone." Segundo Nei César Mânica, o desafio da cooperativa agora é promover a inclusão digital de todos os produtores da região. "A grande maioria já usa, mas ainda temos alguns produtores que não tem tanto acesso [devido a idade] e geralmente, estes não contam com novas gerações dando continuidade ao negócio", diz. "Esse é um problema [a sucessão familiar] que estamos trabalhando com bastante atenção na região de Não-Me-Toque." Devido ao problema, Mânica diz que em algumas microrregiões está havendo até uma mudança no perfil das propriedades. "As propriedades estão ficando maiores porque, com o problema da sucessão, há muitos produtores vendendo as suas fazendas para os vizinhos", diz ele. Fonte: Revista Globo Rural
Comentários
logo-seugado

Para ter acesso completo a esse conteúdo faça login ou cadastre-se grátis.