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Publicado por SeuGado.com Gado

Gestão é o maior foco das mulheres do agro, indica pesquisa

18/10/2017 09:24

Levantamento ainda mostra que desconfiança continua alta no setor. 74,2% relataram existir algum tipo de preconceito contra mulheres O espaço das mulheres no agronegócio vem crescendo cada vez mais. Mas quais são suas posições e interesses no setor? A pesquisa 'Todas as Mulheres do Agronegócio', divulgada no 2º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, destaca a gestão de pessoas e empresarial como o foco de 862 mulheres ligadas ao segmento. Das entrevistadas, 56,8% afirmou que gostaria de saber mais sobre gestão de pessoas e 54,5% sobre coordenação empresarial. Finanças, negociação e bolsa de valores também foram temas recorrentes. Com os menores í­ndices ficaram meditação (8,5%), dietas (6,5%) e moda (6,2%). "Isso comprova a nossa hipótese inicial, de desconstruir o estereótipo que as mulheres se interessariam mais por temas como moda e dieta. São pessoas que querem investir tempo na qualificação", diz Victor Trujillo, proprietário da Ipeso, realizadora da pesquisa. Para Regina Helena Couto da Silva, economista sênior do Depec/Bradesco, é muito importante que haja o interesse nesses temas. -Hoje é impossí­vel trabalhar no agro sem essas ferramentas. Você precisa saber negociar empréstimos, trabalhar com bolsa de valores e câmbio'. Preconceito - Apesar do aumento da participação feminina nos últimos tempos, o preconceito com mulheres ainda continua forte, segundo a pesquisa. 74,2% relataram existir algum tipo de preconceito, seja ele sutil (30%) ou evidente (44,2%). Apesar disso, 61,1% das gestoras afirmaram não terem tido problemas de liderança por serem mulheres. Não ser levada a sério, dúvidas sobre a habilidade, o conhecimento e a capacidade de negociar foram alguns dos problemas elencados por quem passou por situações do tipo. "Uma interpretação possí­vel é a de que existe o preconceito, mas não gera problemas na liderança, que essas mulheres contornam isso", opina Trujillo. Perfil - A pesquisa encomendada pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e apresentada no 2º Congresso Nacional de Mulheres do Agronegócio entrevistou, por telefone, mulheres de todas as regiões do paí­s - considerando a representatividade da população de cada área para o total brasileiro -, uma falha que foi apontada na pesquisa do ano passado, que não cobria Norte e Nordeste. O levantamento compreende envolvidas com o agronegócio antes, dentro e depois da porteira. Do total da amostra, 73% atuam em propriedades rurais, sendo que 49,5% em minifúndios, 10,9% em pequenas propriedades, 13,5% em médias e 26,1% em grandes. Do universo da pesquisa, 69,6% estão em posições de liderança, seja como proprietária ou sócia (59,2%) ou como diretora e gerente (10,4%). Mesmo assim, elas dividem seu tempo com outras atividades. 49,5% das entrevistadas também atua em outra área, com destaque para o comércio (29,9%). "É uma mulher multitarefa, que tem outra atividade profissional para viabilizar a rural", afirma Trujillo. Famí­lia também é assunto importante para essas mulheres, sendo colocada como a maior fonte de satisfação. Em relação a filhos, 64,1% disse não querer ter filhos ou não ter planos para mais crianças. Das que têm filhos (52,4%), 73,1% gostariam que eles ou elas continuassem com as atividades da propriedade. A base de dados para o sorteio das entrevistadas veio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Com isso, o perfil que respondeu í  pesquisa tem já um lado empreendedor forte, diz José Luiz Tejon, coordenador do Núcleo de Agronegócio da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM/SP). -Ainda falta pesquisar um outro lado do agro, as mulheres em assentamentos, por exemplo'. Redes sociais - As mulheres envolvidas no agronegócio também são conectadas e atentas ao mundo digital. Da amostra da pesquisa, apenas 1,2% não utiliza redes sociais. O whatsapp é o favorito: 95,1% das entrevistadas se comunicam pelo aplicativo. Em seguida vêm Facebook (92,9%), YouTube (68,8%) e Messenger (65,3%). Empresas - Representantes da Bayer, Adama, Yara e DuPont - que patrocinam a pesquisa ao lado da Matsuda - disseram que a participação de mulheres em posições de liderança vêm crescendo, mas ainda não está em patamar de igualdade. -Hoje, a participação das mulheres nesses cargos é de 20%, mas o crescimento foi de 11% nos últimos cinco anos, enquanto que o geral (contando homens e mulheres) foi de 8%', diz Flavia Ramos, diretora de RH da divisão de Crop Science da Bayer. Na Yara, explica o presidente Lair Hanzen, a nova polí­tica é de que pelo menos uma mulher faça parte da lista trí­plice final para cargos de direção. -Se a gente coloca isso como meta, consegue cumprir. Além disso, também fazemos questão de que não tenhamos apenas homens entrevistando nos processos seletivos'. Fonte: Portal DBO
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