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Publicado por SeuGado.com Gado

Mercado fica travado depois de paralisação da JBS em MS

20/10/2017 09:59

Frigorí­ficos concorrentes também permaneceram fora das compras na quarta-feira; interrupção ainda afetou movimentação em outros Estados Depois do anúncio da interrupção de compra e abate em das setes unidades em Mato Grosso do Sul da JBS, o mercado do boi ficou travado na quarta-feira. Segundo Breno de Lima, analista da Scot Consultoria, os concorrentes no Estado também ficaram fora das compras, já que a paralisação das plantas da empresa, que controla cerca de 50% do abate em MS, gerou instabilidade e incerteza no mercado. -Diante disso, os outros frigorí­ficos pensam que a oferta vai aumentar - e isso é fato, porque ela tem que ser escoada para outro lugar. E, com isso, a tendência é de preços menores. Assim, eles pararam as compras para ver como seria esse impacto'. De acordo com o analista, a interrupção também afetou as compras em Estados próximos. -Em São Paulo, tivemos muitas plantas fora das compras nesta quarta, principalmente os perto da fronteira, porque parte do volume que eles abatem vem de MS'. Em Minas Gerais, as unidades próximas í  divisa com MS também retraí­ram um pouco as compras. Já as cotações no mercado futuro não apresentaram grandes oscilações para o contrato de novembro. Como, segundo o analista da Scot, os frigorí­ficos de MS estão com escala de abates suficiente, em média, até o fim da próxima semana, o mercado no Estado continua travado nesta quinta-feira. Em São Paulo, o movimento também está mais devagar do que o normal. "Com essa escala um pouco folgada, os frigorí­ficos ficam tranquilos para pensarem em como vão agir'. Perspectivas - Segundo De Lima, a manutenção da situação por muito tempo pode pressionar os preços da arroba no Estado graças ao acúmulo de oferta gerado pela paralisação de metade das plantas. -Desde a segunda semana do mês, a oferta em MS já estava começando a ganhar fôlego por causa da entrada de bois do segundo giro de confinamento. E a tendência é que continue aumentando'. Ele pondera, porém, que a oferta do segundo giro será melhor que a do primeiro, mas -nada absurda'. -Vai complicar, principalmente para quem tem boi confinado, porque ele tem que entregar o animal. Quem tem gado a pasto ainda consegue segurar um pouco e esperar um momento melhor', diz Ricardo Bacha, 2º vice-presidente da Associação de Criadores de Mato Grosso do Sul. -Por isso a gente sempre recomenda: proteja-se, faça seguros, trave seu preço, assim há menos riscos de ficar refém do mercado', ressalta o analista da Scot. De acordo com Giuliano Benez, comprador de boi gordo no Estado, alguns frigorí­ficos menores já começam a oferecer valores de R$ 5 a R$ 7/@ abaixo da referência. O que também pode pesar nas cotações da arroba é a queda sazonal da demanda na segunda quinzena do mês, aliada a um começo de outubro que já não foi bom para o varejo, mesmo com a entrada de salários e o feriado prolongado. -Já era esperado um escoamento menor com a demanda fraca, agora, com o acúmulo da oferta, o preço vai ser pressionado', conta De Lima. Porém, ele reforça que ainda é cedo para medir os impactos possí­veis, uma vez que ainda há muita incerteza. -Pode ser que eles voltem segunda-feira e tudo se restabeleça'. Planos - Um retorno rápido ao mercado é o que deseja a Acrissul. -Estamos extremamente preocupados com a situação. É um embate onde o elo mais fraco da cadeia é o produtor, mas esperamos que haja bom senso. Não é bom nem para o frigorí­fico ficar parado, nem para o produtor que precisa vender e para o estado que tem que arrecadar', afirma Bacha. Ele explica que a entidade já solicitou uma audiência com representantes da Assembleia Legislativa e o governador de MS, Reinaldo Azambuja (PSDB). Além de pedir que haja entendimento com a empresa para evitar problemas maiores, a associação também pleiteia que a alí­quota do ICMS para saí­da de gado em pé para outros Estados seja reduzida novamente de 12% para 7%. A medida vigorou entre julho e setembro, e, segundo o presidente da Acrissul, Jonatan Barbosa, foi fundamental para os pecuaristas e o governo em um perí­odo de crise. -Todo mundo saiu ganhando, os criadores que liquidaram o gado pronto que estava no pasto, e o governo com a arrecadação do ICMS que essas vendas geraram'. Em nota, a Famasul disse que também solicitou a redução ao governo. Fonte: Portal DBO
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