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Publicado por SeuGado.com Gado

Soja: 5 dicas para o manejo do percevejo

25/10/2017 09:24

Monitoramento e controle em todas as fases do inseto são pontos importantes no combate í  praga Quando se fala em praga na soja, o percevejo é considerado uma das que mais prejudiciais í  cultura, pois seu dano é direto, afetando o vigor das sementes e a qualidade dos grãos, alterando o balanço de proteí­nas e óleos. Sua ação pode representar perdas de até 25% na produtividade da oleaginosa. Os percevejos podem se alimentar de várias partes da planta, mas o alimento preferencial são as vagens e as sementes. Assim, além da dificuldade na formação dos grãos, as plantas afetadas pelos percevejos podem apresentar aborto de vagens, diminuição no peso dos grãos e, ainda, desenvolver distúrbios fisiológicos que retardam a maturação da vagem. As infestações do percevejo também demostram importância econômica nas lavouras de milho. De acordo com o engenheiro agrônomo da FMC, Rafael Mezzomo, o controle efetivo no cereal depende do manejo adequado da praga nas plantações de soja, especialmente aos agricultores que cultivam o milho safrinha. Confira os cinco pontos cruciais para obter sucesso no controle da praga: Monitoramento - Atualmente, o percevejo está presente em 100% das lavouras de soja do paí­s, por isso seu monitoramento deve ser constante, não somente no momento que ele causa dano. Além disso, é preciso considerar que temos no Brasil a chamada ponte verde, ou seja, existe fonte de alimento (soja, milho, algodão, feijão, trigo e arroz) o ano inteiro. Causas do insucesso passam pela falha no monitoramento. Por isso, os produtores precisam estar atentos ao uso correto do pano de batida e realizar amostragens periódicas de diferentes pontos da lavoura - preferencialmente antes do iní­cio da semeadura. Acima de dois percevejos por pano de batida já acendem o sinal de alerta. Foco - O produtor também precisa se atentar para a utilização de tecnologias e equipamentos focados no combate ao percevejo. Em muitos casos, os produtos usados no vegetativo para lagartas e outras pragas não controlam o inseto. É preciso utilizar os bicos corretos e a vazão de aplicação recomendada para o percevejo, procedendo de forma correta e segura, seguindo as recomendações indicadas. E, é claro, consulte sempre um técnico. Fase vegetativa - Na fase vegetativa, o percevejo não causa dano direto para a cultura, mas é um dos principais motivos do insucesso no manejo da praga e das grandes perdas nas lavouras. Nesse estágio, o principal objetivo das pulverizações é diminuir a população para se obter maior eficiência do controle na fase reprodutiva. Desde as primeiras etapas o produtor precisa do auxí­lio dos agroquí­micos para realizar o controle efetivo da praga. É fundamental realizar o manejo de resistência, utilizando produtos desde o tratamento de sementes para diminuir a população do inseto, reduzindo a pressão na fase reprodutiva. Fase reprodutiva - O estágio reprodutivo é o momento crucial quando falamos de percevejo. Nessa fase, o dano é direto na produtividade e na qualidade dos grãos. Para o controle, é preciso ter em mente a necessidade de soluções que combatam os ovos, ninfa e o adulto. Nos últimos anos, também é importante destacar o aumento da presença de lagartas nesta fase, trazendo danos ainda maiores para a cultura. Nesse sentido, o ideal é optar por produtos que tenham eficiência tanto no combate ao percevejo, quanto í  lagarta, reduzindo assim o volume das aplicações. Caso o percevejo ainda esteja presente, eliminar o adulto é vital antes da colheita para proteger a sua produtividade e a qualidade da semente. Milho safrinha - O sucesso no controle de percevejo no milho safrinha começa na soja. Utilizar soluções de tratamento de sementes que sejam eficientes contra percevejos é indispensável. Além disso, é vital controlar o percevejo nos primeiros 25 dias da cultura do milho e seu combate deve ser aliado ao controle da Spodoptera a fim de garantir sucesso. É importante destacar que a presença de um engenheiro agrônomo é vital para a elaboração das estratégias de manejo e na identificação do percevejo. Fonte: Assessoria
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