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Publicado por SeuGado.com Gado

Perspectivas para a safra 2017/2018 de soja

27/10/2017 09:51

Irregularidade das chuvas atrasou o plantio; produtores devem ficar atentos í  ferrugem asiática A safra de soja 2017/2018 já iniciou e poderá ser menor do que a anterior, devido í s excepcionais condições climáticas da safra 2016/2017. A estiagem que ocorre desde agosto e se estendeu até o fim de setembro postergou a semeadura da soja em estados importantes como Mato Grosso e Goiás. Com o atraso do plantio em função da falta de chuvas no inicio do perí­odo, o produtor não deve diminuir a atenção para a prevenção da ferrugem asiática da soja, uma das doenças mais severas do cultivo e que pode gerar perdas de até 80% na produção de grãos se o controle não for realizado. Três pesquisadores dão suas opiniões de como será esta safra nas principais regiões produtoras do paí­s (Norte-Nordeste, Centro-Oeste e Sul): Norte/Nordeste - A expectativa para a próxima safra de soja na região do Matopiba é positiva, segundo Celito Breda, consultor da Cí­rculo Verde Assessoria Agronômica e Pesquisa. -Para este ano, o clima deve ser de neutralidade. Os agricultores da região esperam ter uma produtividade próxima a 60 sacas por hectare". Entre as doenças, os produtores devem ficar atentos para a ferrugem asiática, que tem mais pressão nos perí­odos chuvosos. O consultor alerta para a importância de fazer um manejo correto para evitar perdas na lavoura. Além da ferrugem asiática, é importante que o agricultor faça um monitoramento na lavoura para controlar a mosca-branca, percevejos e ácaros. -Para ter uma produção cada vez mais sustentável, o produtor deve fazer o mapeamento da área cultivada com soja, ter uma boa orientação técnica e sempre colocar em prática o manejo integrado de pragas, doenças e plantas daninhas". Sul - A falta de chuva e longos perí­odos secos impactaram o iní­cio da semeadura de soja, no ano em que o vazio sanitário havia sido antecipado para o dia 10 de setembro. "Neste contexto, a safra este ano deve ser mais tí­mida e o produtor deve ficar mais atento í s pragas e doenças na lavoura", conta Osmar Conte, pesquisador da Embrapa Soja. -Sobre a incidencia nesta safra, o produtor precisa sempre ficar atento í  ferrugem asiática. Com a semeadura mais tardia no oeste do Paraná a doença deve ocorrer em uma época em que a soja é mais jovem e por um perí­odo maior- Segundo o pesquisador, quando falamos de manejo, o produtor tem que pensar em todo o sistema de produção e não no cultivo instalado na lavoura, assegurando uma boa cobertura de solo para ter uma melhor germinação e desenvolvimento. O manejo correto exige planejamento de vários anos, se o produtor fizer isso, terá menos erros e gastos, ainda mais em uma safra que ofertará uma rentabilidade mais enxuta. Centro-Oeste - Até a última semana de setembro, na maioria das regiões não havia umidade no solo para as operações do plantio. "Vale ressaltar que a semeadura se concentra em outubro e novembro, e o fato de ter havido poucas precipitações preocupa os produtores, já que alguns tiveram que replantar a oleaginosa", afirma Marcio Goussain, da Assist Consultoria. Segundo ele, o atraso das chuvas leva os produtores a redobrarem os cuidados na região. -Como é um ano de semeadura tardia, pode haver maior pressão de ferrugem asiática, com possibilidade de aplicação de fungicidas bem mais cedo. Sendo assim, é fundamental o produtor fazer o monitoramento, além de usar bons produtos e realizar intervalos de aplicações ajustados' Além disso, o atraso no plantio da oleaginosa deve interferir nas culturas de sucessão como o milho e algodão. Fonte: Basf
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