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Publicado por WhatSGado Messenger

Seguro rural animal reduz perda financeira em caso de morte de touro ou matriz

Manejo 28/11 10:11

Investimentos em genética bovina e trabalho de seleção para reprodução ficam protegidos pelo serviço

 

Na Fazenda Pantaleão, em Bragança Paulista (SP), um fato inesperado causou a morte da vaca Patchuli, da raça simental. Uma outra vaca estava muito agitada e montou na companheira de pasto, causando um grave acidente. Como o terreno era acidentado, a vaca que sofreu a tentativa de monta caiu, teve a coluna quebrada e precisou ser sacrificada. O acidente totalmente inesperado só não gerou um grande prejuízo para a pecuarista Marisa Saad porque a vaca Patchuli tinha seguro rural.

 

Prejuízos inevitáveis

Em um outro acidente, um raio matou 20 bovinos, com prejuízo total de cerca de R$ 40 mil. Segundo a pecuarista, ferramentas como para-raio não são suficientes para proteger o rebanho. “A gente tem para-raio, mas ele cobre a sede e o escritório, não pega todo o pasto”, explica Marisa. “Manejo, sanidade e vacinas são cuidados que podemos tomar, mas alguns acidentes não temos como evitar.”

 

A pecuarista passou por tantas situações de perdas que decidiu investir em seguro rural para os animais mais valiosos do rebanho. “Tem animal que tem mais valor, por isso eu recomendo demais o seguro. Os bovinos estão expostos e a gente fica sem poder ter muito controle do ataque de cobras, raios e doenças”, diz Marisa.

 

Seguro rural

Há cinco anos, ela nem sabia da existência desse tipo de seguro. Mas, desde que conheceu a possibilidade em uma exposição, nunca mais deixou de utilizar. “Eu faço seguro para os 10 animais mais importantes”, conta Marisa. Na fazenda paulista, ela tem um rebanho de 320 animais com foco em cruzamento para pecuária de corte e, até o ano passado, também participava de exposições. “Independentemente do valor, quando você perde um animal perde genética e todo um trabalho de seleção, precocidade, maternidade, ganho de peso , rusticidade e outros fatores. O custo de uma matriz ou touro formado nunca é pequeno”, diz Marisa.

 

A importância de proteger os animais

Atualmente, entre os animais assegurados, Marisa mantém vacas adultas, com apólices de R$ 15 mil cada e novilhas no valor de R$ 5 mil. Além disso, ela tem seguro para um touro que é fornecedor de sêmen e tem um valor de apólice mais alto, por incluir no seguro a cobertura de acidentes durante o transporte do animal. Marisa conta que, nos últimos quatro anos, precisou acionar o seguro duas vezes e o resultado foi muito bom e rápido. “Eu acho que tem pecuarista que ainda não conhece o seguro para animais. Temos subvenções estaduais e federais que deixam o preço viável ”, diz a produtora.

 

Modalidades do seguro

De acordo com Karen Matieli, sócia-proprietária da corretora de seguros Denner Seguro de Animais, e membro da Comissão de Seguro Rural (Sincor-SP), o que mais motiva os pecuaristas a contratar o seguro para animais são os  acidentes com raio e picadas de cobra. Ela defende que a maior limitação desse setor é a falta da cultura no seguro na pecuária brasileira. “É uma ferramenta para mitigar os riscos da atividade. O seguro vem para proteger os riscos inesperados, que fogem do manejo, do cuidado e da parte sanitária.”

 

Existem no mercado basicamente duas modalidades: o seguro pecuário, que protege todo o rebanho (de corte ou de leite), com uma apólice para no mínimo 50 animais. A outra opção é o seguro voltado para animais de genética superior, que pode oferecer uma apólice individual para cada animal.

 

A principal diferença entre as duas modalidades de seguro é que, no seguro pecuário elite, além da cobertura básica de vida, são disponibilizadas coberturas adicionais como transporte, prenhez, fertilidade, entre outras. Já no rebanho gado comercial, o seguro é acionado apenas para a cobertura de vida dos animais

 

Seguro rural animal

No caso do seguro rural para gado de elite, que são para animais Puro de Origem (PO), a apólice pode variar de 4% a 4,5% do valor do reprodutor. Porém, o valor da apólice é calculado e varia de acordo com a idade, raça e valor do animal. No caso de um touro avaliado em R$ 20 mil, a apólice vai custar ao produtor, em média, R$ 900. Em caso de sinistro, o segurado será indenizado em R$ 18 mil, que é o valor do animal com o desconto da Participação Obrigatório do Segurado (POS), que no exemplo foi de 10%.

 

Karen explica que a POS é uma franquia cobrada por cada animal. Essa franquia é determinada pela seguradora ao realizar a análise de risco. “Para um bovino que passou por cirurgia de abomaso há 1 ano, por exemplo, a seguradora pode inserir uma POS maior pois o animal apresenta maior risco de sinistro”, diz Karen. “O seguro é uma ferramenta que possibilita maiores investimentos em genética, tecnologia, manejo, pois se o inesperado acontecer, seu investimento estará protegido.”

 

Já para quem pensa em assegurar um rebanho, as condições de contratação do seguro são diferentes. Karen conta que só é possível dar um orçamento após analisar informações sobre os índices, as raças e a localização dos bovinos, que variam muito de acordo com a realidade da fazenda e dependem dos dados de vários animais.

 Fonte: revista Farming Brasil

 

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