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Publicado por SeuGado.com Gado

BR-163 deve ter condições melhores no começo de 2018

Logística Editado 20/12 14:23

Operações de 'Pare e Siga' serão implementadas em trecho mais crítico da rodovia para evitar caos do início do ano passado

 

 

O período de chuvas do começo de 2017 não trouxe boas imagens da BR-163: atoleiros, filas gigantes de caminhões e consequente atraso nas exportações de grãos que seguiam para os terminais de Miritituba e Santarém, no Pará. Mas, em 2018, Edeon Vaz Ferreira, diretor-executivo do Movimento Pró-Logística, acredita que a situação será diferente. “A lição foi aprendida, então, estão sendo tomadas medidas com antecedência para que isso não ocorra ano que vem”.

 

A primeira ação foi fazer terraplanagem e drenagem no trecho crítico, além de colocação de brita. “Está quase no ponto de colocar o asfalto, então esse trecho não dever dar o problema que deu em 2017, apesar de ainda não estar pavimentado”, diz Ferreira. O ponto de alerta na região fica para o segmento de 54 km - ainda de terra - que foi colocado em 2017 a cargo do Exército. “É um trecho sem pavimento e com alguns tops (serras) que o caminhão tem que subir. Quando chove, os veículos deslizam e ficam patinando por causa do tipo de terra (com alto teor de silte)”, explica.

 

Apesar disso, o diretor do Movimento Pró-Logística acredita que o escoamento da safra na região não deve ter grandes problemas, já que será feita a operação de ‘Pare e Siga’ nesses trechos. “Teremos polícia rodoviária do DNIT [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes] e o Exército atuando nesse local”. Quando o solo não estiver adequado para passagem, será colocado o ‘pare’ para esperar que o trecho seque. Depois disso, os caminhões serão liberados. O objetivo do controle é também evitar a formação de filas gigantes - inclusive nas duas mãos - como as do começo do ano. “Ainda teremos salas de situação no DNIT para acompanhar a BR-163 e a BR-158. Esperamos que esse novo modelo de trabalho traga o resultado esperado”.

 

Segundo Daniel Amaral, gerente de economia da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), as associadas, por enquanto, mantêm a programação de embarques e escoamento pela BR-163 no início de 2018. “Esse corredor é estratégico para o país, precisamos dele”, afirma. “A BR-163 está razoável e deve suportar o volume de carga esperado para ser escoado por ela, que será de 11 milhões de toneladas em 2018”, reforça Ferreira.

 

Corredores - Outros corredores, além da BR-163, também tiveram avanços em 2017. Na área de influência da BR-364, que liga o oeste de Mato Grosso a Porto Velho, houve dragagem do Rio Madeira nos pontos mais complicados, facilitando o escoamento da safra entre Porto Velho e Itacoatiara e Manaus no período de baixa das águas. “Não foi uma melhora nota 10, mas já é uma evolução”, diz Ferreira. A BR-364 também recebeu obras de manutenção do DNIT.

 

Outro corredor que recebeu serviços de conservação foi o da BR-158, no Vale do Araguaia, e BR-155. Em 2017, a Fundação Nacional do Índio (Funai) também autorizou a pavimentação de trechos da BR-158 no contorno da terra indígena Marãiwatsédé, na região nordeste de Mato Grosso. Com isso, o Ibama já iniciou a avaliação dos estudos para o licenciamento ambiental. Licitações de alguns trechos devem sair ainda em 2018.

 

Arco Norte - O movimento de aumento das exportações pelos portos do Arco Norte deve continuar em 2018. Segundo o diretor-executivo do Movimento Pró-Logística, considerando toda a região, o volume embarcado deve chegar a 31 milhões de toneladas no ano que vem. Em 2017, o total já saltou de 16 milhões de toneladas (2016) para 26 milhões de toneladas. Os portos do sul, porém, não devem ter um impacto negativo com essa expansão. “Minha teoria é a de que os portos do sul vão manter os volumes e todo o crescimento da produção sairá pelo norte”, diz Ferreira.

 

Ferrovias - Segundo Ferreira, o leilão de concessão da Ferrovia Norte-Sul deve atrasar, pois a outorga está sendo revista, já que a Valec, empresa estatal encarregada das obras pré-licitação, não tem recursos para finalizar o trecho entre Ouro Verde, GO, e Estrela D’oeste, SP. “Mas as audiências públicas foram feitas e até janeiro o edital deve seguir para o TCU (Tribunal de Contas da União). Com isso, a licitação deve sair no segundo trimestre de 2018”, explica.

 

Já a Ferrogrão, que ligará Sinop, MT, a Miritituba, PA, está em fase de audiências públicas. As que deveriam ter ocorrido em Itaituba e Novo Progresso, PA, foram suspensas por protestos locais, mas a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já se comprometeu com entidades da região a remarcar as datas. De acordo com Ferreira, os envolvidos no projeto da ferrovia continuam com interesse na licitação, que deve ocorrer no segundo semestre de 2018.

 

Fonte: Portal DBO
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