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Publicado por Mara Portinary

A visão dos analistas para o mercado em 2018

Manejo 04/01 15:01

A visão dos analistas para o mercado em 2018

Encontro de Analistas, promovido pela Scot Consultoria em São Paulo, apontou razões para otimismo no novo ano pecuário graças à queda da inflação e melhoria de vários indicadores econômicos, com a esperada reação no consumo.

Moacir José
 

Depois de um 2017 ruim, com preço da arroba caindo mais do que o esperado, principalmente no primeiro semestre do ano, o que se pode esperar para 2018, a não ser uma melhora da situação? Ou seja, recuperar o terreno perdido é o mínimo que se espera.

 

Foi em torno dessa especulação que giraram os debates do segundo bloco do “Encontro de Analistas”, promovido pela Scot Consultoria, de Bebedouro, SP, no auditório da Dow Agrosciences, dia 17 de novembro, na capital paulista. Para Daniel Latorraca, superintendente do Imea – Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, um dos sinais dessa possível recuperação já ocorreu este ano, pelo menos no Mato Grosso. Segundo ele, o abate dos frigoríficos do Estado, que havia sido de apenas 36% de sua capacidade instalada em abril, subiu para 57% em agosto e se estabilizou em 53% nos meses subsequentes. “Estamos com 90% das 40 plantas em operação; só quatro paradas. Certamente, o abate deste ano será, ainda que ligeiramente, maior do que o de 2016”, assegurou ele, informando que de janeiro a outubro esse número já estava em 4 milhões de cabeças, ante 3,9 milhões do mesmo período do ano passado. Ressalvou, porém, que uma melhora no preço da arroba em 2018 vai depender do aumento do consumo, uma vez que a oferta de gado para abate também aumentou.

 

Com relação a esse aspecto, Leandro Bovo, sócio diretor da Radar Investimentos, de São Paulo, está otimista. Ele acha que 2018 será melhor do que 2017. “Além de outros fatores, como queda da inflação e recuperação de alguns indicadores econômicos importantes, teremos um ano de eleição que, de alguma forma, sempre aquece a economia e o consumo”, disse ele, balizando sua opinião em levantamento feito por sua empresa que aponta elevação no valor da arroba do boi gordo numa média de 25% entre os meses de maio e outubro, nos quatro últimos anos eleitorais – 2014, 2010, 2006 e 2002.

 

Os analistas de mercado da Scot que participaram desse bloco torcem para que isso aconteça, mas preferiram ser cautelosos. A uma pergunta da plateia sobre o que o pecuarista não deve fazer em 2018, Hyberville Neto resumiu: “Não se expor ao risco.” Ou seja, não apostar em altas para ganhar; vender quando o gado estiver pronto, girar o estoque de animais da fazenda, garantir-se com trava de preços na Bolsa ou em contratos a termo. Recomendação reforçada por seu colega Alex Lopes: “O pecuarista tem de fugir do risco. Não deve apostar num mercado tão positivo”, fazendo contraponto à ideia de que um ano de eleições e de Copa do Mundo de futebol poderá trazer um “céu de brigadeiro” para a pecuária.

 

Além dos quatro, integraram a mesa do segundo bloco o professor Sergio de Zen, do Cepea/USP, e Luciano Pascon, sócio-proprietário do Frigorífico Frigol, de Lençóis Paulista. A moderação do debate ficou a cargo do sócio-proprietário da Scot Consultoria, Alcides Torres Júnior, o Scot.

 

Fonte: DBO
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