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Publicado por Paulo Correa

Equipe da PF defende investigação e diz que ainda há provas sob sigilo

Editado 16:05

Membros da equipe ligada í  Operação Carne Fraca, que apura supostas irregularidades na inspeção de alguns dos principais frigorí­ficos do paí­s, rebateram í  Folha as crí­ticas í  investigação feitas pelo setor e pelo governo federal. "Deixemos o tempo falar", disse um membro da investigação. via: uol Os investigadores afirmam que ainda há muito material sob sigilo, e que a operação deve ter desdobramentos mais adiante. OPERAÇÃO CARNE FRACA PF deflagra ação em grandes frigorí­ficos Operação contra frigorí­ficos prende 37 e descobre até carne podre í  venda Esquema em frigorí­ficos repassava dinheiro a PMDB e PP, diz Polí­cia Federal Temer cria força-tarefa e convida embaixadores para churrascaria Governo diz que PF cometeu erros técnicos em investigação sobre carne Ministro da Justiça aparece em grampo de operação contra frigorí­ficos Neste domingo (19), o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, criticou a PF por "erros técnicos" e o governo federal procurou minimizar o alcance da investigação. "O governo está se precipitando. As crí­ticas virão, mas em breve serão superadas", afirmaram. A equipe também rebateu informação publicada na Folha nesta segunda (20), de que apenas um frigorí­fico teve a carne periciada na investigação. Segundo os investigadores, a realização de perí­cias em diversas empresas comprometeria o sigilo da operação "por isso, durante a fase de apuração, optou-se por apenas uma amostra. A equipe sustenta, porém, que há provas do envolvimento de outros frigorí­ficos na produção e venda de carnes adulteradas e no pagamento de propinas a fiscais do Ministério da Agricultura. Todas as empresas que foram alvo de busca e apreensão na sexta (17) tiveram material coletado, que será analisado e fará parte das provas da operação. Além disso, os investigadores ressaltam que há suspeita de irregularidades até mesmo nos laboratórios que fazem análises para os frigorí­ficos e estão credenciados pelo Ministério da Agricultura. Um deles, Laboran Análises Clí­nicas, com sede em Curitiba, foi alvo de busca e apreensão na sexta (17). Um ex-funcionário do frigorí­fico Peccin disse í  PF que o laboratório pedia novas amostras quando o material não atendia aos "requisitos técnicos exigidos". A empresa, porém, nega irregularidades, diz que não realiza testes oficiais para produtos de origem animal e que enviou todos os seus relatórios í  PF. "Comprovamos cabalmente a honestidade, ética e qualidade das nossas análises", informou a Laboran, em nota. via: Uol
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